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Rádio Estadão ESPN amplia mercados

Emissora criada em parceria entre os dois grupos, que completou ontem um ano no ar, terá transmissão ainda este ano para Rio e Brasília

O Estado de S.Paulo

28 de março de 2012 | 03h04

A rádio 'Estadão ESPN', que completou ontem um ano no ar, veio para alinhavar a estratégia de extensão de marcas do Grupo Estado e da ESPN, líder mundial em conteúdo esportivo. A parceria entre as empresas, que também se estendeu para a internet, ganhará novos frutos em breve. Já está definido o início da transmissão da rádio para os mercados do Rio de Janeiro e de Brasília ainda este ano.

Segundo o diretor-presidente do Grupo Estado, Silvio Genesini, a criação da rádio Estadão ESPN foi uma forma de os grupos aumentarem sua presença em uma mídia que ganha espaço à medida que aumenta a necessidade do cidadão por informação em tempo real. "Foi uma estratégia de extensão de marca em um meio cada vez mais valorizado. Para o Grupo Estado, foi também o início de uma plataforma importante de esportes, que vai nos ajudar nesse caminho para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016", explica.

Além da parceria com a rádio, as duas empresas também estreitaram seus laços na internet: o site da ESPN hoje está hospedado no portal do Estadão, simbolizando o "casamento" dos princípios jornalísticos das duas companhias. "Trata-se da união de duas marcas que prezam os mesmos princípios: integridade e independência na cobertura jornalística", afirma Genesini.

A Estadão ESPN é o único produto de compartilhamento de marca da ESPN em todo o mundo. Segundo Germán Hartenstein, presidente da empresa no Brasil, a relação de confiança foi fundamental para que a parceria fosse concretizada. "A ESPN não aliaria sua marca com uma empresa que não refletisse seus valores éticos", diz o executivo. "E é mais fácil começar um novo projeto com duas marcas já reconhecidas pelas pessoas em outros meios."

A rádio Estadão ESPN, transmitida pela FM 92,9 e pela AM 700, foi uma maneira de o Grupo Estado também organizar o perfil de sua presença no meio rádio. A Eldorado, que já tinha uma parceria com a ESPN desde 2007, foi remanejada para a frequência FM 107,3, com o nome Eldorado Brasil 3000, para resgatar seu perfil original, mais dedicado à música e à sustentabilidade, deixando a transmissão de notícias a cargo da Estadão ESPN.

Os números do Ibope, segundo os executivos, começam a evidenciar que o ouvinte, ao longo dos últimos meses, entendeu que existe uma nova opção de radiojornalismo. No mês de janeiro de 2011, a audiência da FM 92,9 aumentou 49% em relação a dezembro de 2010 - uma expansão bem acima da média do mercado no mês, que ficou em 3,2%.

Força. Para Hartenstein, os dois grupos querem deixar claro que a rádio é uma extensão do conteúdo de qualidade das duas empresas em outros meios - TV, jornal e internet. Juntas, as duas companhias têm mais de 700 jornalistas. "Fazemos questão de ter as mesmas pessoas que aparecem na TV e escrevem na internet participando do projeto da rádio. É uma forma de mostrarmos que a Estadão ESPN representa a continuidade de uma experiência. Não se trata de um projeto independente."

O mesmo vale para o Grupo Estado, segundo Genesini. "O caminho é a presença multiplataforma e multimarcas. Com a Estadão ESPN, mostramos que a nossa ambição para o meio rádio aumentou muito", diz.

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