Tulio Vidal/Raìzen
Tulio Vidal/Raìzen

Raízen contrata bancos e caminha para realizar um dos maiores IPOs da história do mercado brasileiro

Joint venture entre Cosan e Shell pode levantar R$ 13 bilhões em abertura de capital, com um valor de mercado estimado em R$ 90 bilhões

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2021 | 09h46

A Raízen, uma joint venture formada entre a Cosan e a Shell para atuar na área de combustíveis e energia, começou a contratar o sindicato de bancos para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A abertura de capital, uma das mais esperadas pelo mercado, está prevista para julho, a depender das condições do mercado, segundo fontes próximas à operação.   

A expectativa é de que a oferta fique entre R$ 10 bilhões a R$ 13 bilhões, o que pode posicioná-la ao lado do maior IPO da história da Bolsa brasileira, o do Santander Brasil, que somou R$ 13,2 bilhões em 2009. 

Até o momento, quatro bancos foram contratados: o BTG Pactual, como coordenador líder, o Citi, o Credit Suisse e o Bank of America, disse uma fonte. Esse grupo ainda crescerá e mais bancos serão contratados nos próximos dias, reforçou a fonte, que pediu anonimato.

Com a oferta, os bancos miram um valor de mercado para a Raízen de cerca de R$ 90 bilhões, já colocando-a entre uma das empresas mais valiosas da B3. O IPO faz parte dos planos da Cosan de listar suas subsidiárias, dentro de seu processo de reestruturação societária, de forma a destravar valor da companhia.

A reorganização do grupo foi anunciada em julho do ano passado, com o objetivo de simplificar a estrutura societária, demanda antiga de investidores diante da visão de que a relação entre as diversas empresas era confusa. 

No ano passado, o grupo fez, nesse sentido, a tentativa de listar a Compass, sua subsidiária no segmento de gás natural e que concentra sua participação na Comgás. Mas teve de voltar atrás por encontrar investidores mais seletivos e pedindo desconto em relação ao preço desejado pela empresa. 

A Raízen, que possui um faturamento na casa de R$ 120 bilhões, tem seu controle dividido igualitariamente entre a Cosan e a Shell. A operação foi noticiada primeiramente pela agência Reuters. Procurada, Raízen não comentou.

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