Rajoy assume na Espanha e corta 16,5 bi

Após oito anos de governos socialistas, a Espanha tem desde ontem um primeiro-ministro de direita. Mariano Rajoy, líder do Partido Popular, assumiu a chefia de governo em substituição de José Luis Rodríguez Zapatero. O novo líder prestou compromisso ao rei Juan Carlos, antes de assumir o comando do Palácio de Moncloa.

MADRI, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2011 | 03h06

Entre suas primeiras iniciativas, segundo seu programa de governo, está um corte de € 16,5 bilhões no orçamento de 2012, com o objetivo de reduzir o déficit a 4,4% ao fim do ano - depois de chegar a 9,3% em 2010. Além de reequilibrar as finanças, Rajoy tem como desafio reativar a economia da Espanha e gerar empregos, já que o desemprego atinge 21,52% da população ativa.

Ironicamente, o país que sofre de crise crônica em razão dos excessos do sistema financeiro terá um representante dos bancos como ministro da Economia. Luis de Guindos, ex-presidente do banco americano Lehman Brothers para Espanha e Portugal, assume o cargo aos 51 anos, depois de ocupar entre 2002 e 2004 o posto de secretário de Estado de Economia.

O homem encarregado de levar a cabo o programa de austeridade do país é mais um ex-membro do Lehman Brothers a assumir um alto cargo na Europa. Antes dele, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, primeiro-ministro da Grécia, e Mario Monti, primeiro-ministro da Itália, assumiram cargos estratégicos em meio à crise tendo no currículo passagens pelo alto escalão da instituição americana - o que alimenta teorias conspiratórias na Europa. / ANDREI NETTO

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