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Rali global segura Bovespa no azul em dia de giro fraco

Em meio a oscilações estreitas e volume cadente de negócios com a proximidade dos feriados de final de ano, a Bovespa fechou esta quarta-feira no azul, em linha com os mercados internacionais.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

22 de dezembro de 2010 | 20h01

Sem nunca ter se afastado muito do zero, o Ibovespa fechou a sessão em alta de 0,38 por cento, aos 68.470 pontos, praticamente na máxima do dia. O giro financeiro do pregão foi de 5,18 bilhões de reais.

De acordo com profissionais do mercado, a bolsa paulista ainda segue descontada em relação às praças internacionais, com investidores ainda cautelosos em relação a eventuais medidas que possam ser adotadas pelo novo governo.

Nesse contexto, importantes itens da agenda macroeconômica do dia, a saber o PIB dos EUA do terceiro trimestre e o Relatório de Inflação, no Brasil, ficaram em segundo plano.

"Momentaneamente, o investidor está mais atento à crise soberana na Europa, que hoje deu uma amenizada com sinais de que a China poderá dar alguma ajuda", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

No Relatório de Inflação divulgado pela manhã, o BC deu sinais explícitos que vai elevar a taxa básica de juros já em janeiro. E os EUA anunciaram que seu PIB do terceiro trimestre cresceu 2,6 por cento, leitura acima da anterior, mas abaixo do previsto por economistas, de 2,8 por cento.

O índice europeu renovou a máxima em 27 meses, enquanto os principais índices de Wall Street também tinham novos picos em dois anos, apoiados nos ganhos do setor financeiro.

Fibria foi a melhor do índice, com alta de 4,1 por cento, a 27,35 reais, após a companhia ter anunciado na terça-feira à noite a venda dos 50 por cento de participação na Conpacel para a Suzano por 1,45 bilhão de reais. O papel desta última recuou 1 por cento, a 14,78 reais.

O papel preferencial da Petrobras avançou 0,6 por cento, a 25,72 reais, após a cotação do barril do petróleo superar os 90 dólares. Pesquisa da Reuters apontou que a demanda mundial pelo produto cresceu 2,2 milhões de barris por dia em 2010, no segundo maior crescimento anual já registrado.

Na ponta de baixa do índice figuraram as companhias aéreas, após a notícia de que aeroviários e aeronautas decidiram manter a greve convocada para o dia 23 depois que reunião das categorias com empresas na Procuradoria Geral do Trabalho em Brasília terminou sem acordo na véspera.

Gol caiu 2,2 por cento, a 24,51 reais, enquanto TAM recuou 1,58 por cento, saindo a 40,48 reais.

(Edição de Isabel Versiani

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