Dida Sampaio/Estadão - 26/5/2020
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Coluna

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Ramos anuncia proposta de parcelas decrescentes do auxílio emergencial e depois apaga publicação

Ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência publicou em rede social que, com pagamento adicional, governo desembolsaria o total de R$ 229,5 bilhões com o benefício; assessoria afirmou que a postagem foi um equívoco

Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 08h31

O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, anunciou nesta quinta-feira, 25, que a proposta do governo para a extensão do auxílio emergencial deve consistir em três parcelas adicionais com valores decrescentes, mas alguns minutos depois apagou a informação da sua conta no Twitter. 

O Estadão/Broadcast havia antecipado que esse formato, com parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, era avaliado pelo Palácio do Planalto para fixar uma espécie de transição no valor do benefício até que ele chegue a seu fim.

A quantia paga a trabalhadores informais, desempregados e autônomos em abril, maio e junho foi de R$ 600. Se aprovada no Congresso Nacional, a proposta anunciada na publicação apagada por Ramos significaria novos desembolsos pelo governo federal aos beneficiários em julho, agosto e setembro.

Ainda de acordo com a informação depois removida por Ramos, ela levaria a soma total paga no auxílio emergencial a “pelo menos R$ 229,5 bilhões”. “Isso é 53% de toda a transferência de renda já feita no programa Bolsa Família desde o seu início, em 2004”, dizia o ministro na publicação. O benefício foi criado para conter os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Após Ramos apagar o tuíte, a assessoria do ministro disse que a postagem foi um equívoco e que os valores ainda estão sendo discutidos internamente no governo.

No Planalto, uma fonte informou que os valores têm sido discutidos diretamente entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A proposta apresentada por Ramos é uma das ideias em análise, mas não necessariamente será formalizada. / COLABOROU JULIA LINDNER

 

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