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Ranking Invest Tracker-Estadão mostra mudanças nos fundos

O cenário econômico vivido em 2003 favoreceu o desempenho dos ativos de renda variável, que registraram os maiores ganhos dentro da indústria de fundos de investimento. O mercado de renda fixa, por sua vez, enfrentou um período de queda na rentabilidade, dada a redução da taxa de juros. Mesmo com as mudanças, o setor apresentou uma forte recuperação em relação ao ano anterior, quando a adaptação dos gestores à marcação a mercado prejudicou a rentabilidade de algumas carteiras e afugentou investidores.A edição 2004 do Ranking Invest Tracker-Estadão, desenvolvido pela Thomson Financial Brasil, reflete o impacto desse cenário na indústria de fundos. O estudo, que será publicado com exclusividade pelo Grupo Estado no dia 26 de abril, mostra que os fundos submetidos a uma gestão mais conservadora tiveram destaque no segmento de renda fixa DI (pós-fixados). Também ficaram bem posicionados os produtos de renda mista que usaram uma gestão mais elaborada para a composição de carteiras com renda fixa e renda variável.No ano passado, a Selic, a taxa básica de juros da economia, caiu 8,5 pontos porcentuais. Essa queda resultou em um ganho menor para os fundos de renda fixa. Para se ter uma idéia, a rentabilidade média anual dos fundos cincos estrelas desse segmento passou de 23,96% em 2002 para 21,86% no ano passado.No sentido oposto, as carteiras de renda variável, cuja rentabilidade acumulada em 2002 foi de 14,39%, apresentaram no ano passado um ganho de 105,26%. A Bolsa de Valores de São Paulo, também nos mesmos períodos de comparação, registrou queda de 17,01% e alta de 97,34%, respectivamente. Já o ganho máximo de um fundo cinco estrelas de renda variável passou de 39,59% em 2002 para 146,21% no ano passado. Queda na fatia de produtos 5 estrelas A edição deste ano é a segunda do Ranking Invest Tracker-Estadão. O objetivo do estudo, assim como no primeiro ano, é apurar a capacidade de um fundo atingir os objetivos de investimentos definidos previamente pelo seu gestor. Nesta edição, foram analisadas 1.096 carteiras e 100 gestores. Na comparação com a edição anterior, houve um crescimento de 33,17% no total de fundos (foram 823 na primeira) e de 13,64% no total de gestores (ante 88 no primeiro ano).O segmento com maior crescimento no total de carteiras avaliadas foi o de fundos de renda mista. Em 2003, 221 fundos estiveram sob análise, enquanto no ano anterior o total foi de 157 fundos, resultando em uma expansão de 40,76%. Nos fundos de renda fixa, o avanço foi de 32,62% - o universo passou de 469 para 622 carteiras avaliadas - e, nos fundos de renda variável, o aumento ficou em 28,43% - o total de fundos analisados passou de 197 para 253.Do total de carteiras avaliadas no Ranking Invest Tracker-Estadão 2004, 107 receberam cinco estrelas - a maior classificação, equivalente a 9,76% do universo de fundos analisados. Em 2002, essa elite de fundos representava 9,96% do total de carteiras avaliadas - 82 fundos do universo de 823. Ou seja, em 2003, na comparação com o ano anterior, o porcentual de carteiras classificadas com cinco estrelas caiu.

Agencia Estado,

06 de abril de 2004 | 10h41

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