finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Ranking mostra poupança mais competitiva em relação a fundos

No acumulado do ano, caderneta já rende mais, em termos líquidos, do que a maioria dos fundos DI e dos CDBs

O Estado de S.Paulo,

30 de abril de 2012 | 19h54

SÃO PAULO - A tensão no mercado financeiro internacional e as pesadas intervenções do Banco Central (BC) no câmbio catapultaram o ouro e o dólar à liderança do ranking dos investimentos de abril. O levantamento mostra, também, que a poupança está cada vez mais competitiva em relação aos demais produtos de renda fixa do País, como fundos DI, fundos de renda fixa e CDBs.

Entre janeiro e abril, a caderneta acumula rentabilidade de 2,44%. Como não paga imposto algum, é um rendimento líquido. No mesmo período, os fundos DI valorizaram 2,54%, os CDBs, 2,55%, e os fundos de renda fixa, 3,01% - também em termos líquidos, descontada uma alíquota de IR de 27,5%.

Como o ranking considera uma média, o administrador de investimentos Fabio Colombo calcula que, para equilibrarem com a caderneta, fundos DI devem ter taxa de administração máxima de 1,5% a 2%. No caso dos fundos de renda fixa, a taxa máxima deve ser de 1% para aqueles que não incluírem papéis privados entre seus ativos.

Colombo chama a atenção dos investidores justamente nesse ponto. Ele explica que, por causa da concorrência com a poupança, muitos gestores de fundos têm comprado títulos de dívida emitidos por empresas. Esses papéis pagam mais do que os títulos do governo.

"O problema é que muita gente ainda não atentou que os papéis privados oferecem mais risco", afirmou. "Por isso, é fundamental que o investidor que queira entrar num fundo de renda fixa analise bem a carteira."

Outra dica do especialista é que o investidor deve ter calma em meio ao ambiente atual de aumento da competitividade da poupança. "Vale a pena esperar mais um pouco para ver como as coisas vão ficar, porque algumas trocas podem não compensar", aconselha.

Bovespa na lanterna

Em relação ao ranking de abril, o ouro ficou na primeira colocação por causa do aumento das tensões no exterior, que valorizaram o metal no mercado internacional, e da valorização do dólar, que também resulta do vaivém global e das intervenções do BC no câmbio. O preço do ouro aqui dentro é função da cotação externa e do dólar.

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo terminou o mês na rabeira do ranking. A desvalorização de 4,61% fez com que abril se tornasse o pior mês para a bolsa desde setembro de 2011. 

Ranking

Desempenho das aplicações financeiras em abril (em %)

 Ouro 5,33
 Dólar comercial 4,32
 Inflação IGP-M 0,85
 Fundos RF (média líquida) 0,80
 CDB líquido (acima de R$ 100 mil) 0,58
 Fundos DI (média líquida) 0,55
 Caderneta 0,52
 CDB líquido (R$ 5 mil) 0,46
 Fundos DI (pequenos investidores) 0,44
 Bovespa -4,17
Tudo o que sabemos sobre:
Investimentosranking

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.