Ranking mostra que reclamação de empresário não é choradeira

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje que a perda de posições do Brasil no ranking de competitividade do World Economic Forum (WEF) é uma prova concreta de que as reclamações dos empresários sobre juros, impostos e falta de crédito não são "choradeira." "Nossos concorrentes vivem outra realidade", disse Skaf.A Fiesp aproveitou a divulgação do ranking de competitividade WEF para apresentar o Indicador de Competitividade Fiesp, que reúne 83 variáveis de 43 países. Em 2002, último dado da pesquisa, o Brasil ocupava a 39º posição, melhor do que em 2001 (40ª), mas pior do que 1998 (36ª). "Os estudos não trazem novidades, mas embasam de forma verdadeira tudo o que temos dito que precisa mudar", afirmou.De acordo com o indicador da Fiesp, o Brasil possui restrições específicas para elevar sua competitividade na seguinte ordem: capital, tecnologia, economia doméstica e grau de abertura.ProblemasNo que se refere a capital, os problemas são: spread elevado nas operações pré-fixadas -- 37,94% em julho de 2005, contra a média de 5,5% dos outros 42 países da pesquisa; juros de 54% para o tomador de crédito, contra a média de 8,3%; e crédito ao setor privado de 25% do PIB ante a média de 85,6% dos países que fazem parte da pesquisa.Em termos de abertura econômica, o Brasil deve alcançar neste ano uma participação de 1,13% no comércio mundial, ainda muito abaixo de países como China (4,9%) e México (2,8%). A carga tributária em 38,11% do PIB e o aumento dos gastos do governo, para 20% de 2002 para 2003, são apontados como problemas na área de capital humano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.