Rating AE/Ibmec: nota A para 66 fundos

O Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) divulgou o resultado do Rating de Fundos de Ações do período relativo ao mês de outubro. A análise leva em consideração a rentabilidade e risco (medido pelo grau de oscilação) dos fundos e é realizada com exclusividade para a Agência Estado. No período relativo ao mês de outubro, o Professor Antônio Zoratto Sanvicente, coordenador do estudo, avaliou 271 fundos de ações com patrimônio líquido superior a R$ 1 milhão no final do mês. Do total estudado, 66 fundos receberam o rating máximo "A".Entre os 66 fundos que receberam o conceito mais alto, 17 foram promovidos de conceitos inferiores. No estudo referente ao mês de setembro, 277 fundos foram avaliados e 69 receberam a nota A. Dentre as carteiras promovidas, quatro vieram do conceito C: BRB Ações, Chase Classic, Chase Equity e Mult Stock.Boston aposta em telefonia fixaO Boston Multportfólio Aggressive está entre as carteiras provenientes da nota B. O fundo conta com um patrimônio líquido de R$ 35 milhões e o peso de investimentos em renda variável pode variar de 50% a 70% desse total, sendo o restante destinado a aplicações de renda fixa. O diretor de renda variável do Boston Asset Managment, Júlio Zielgelmann, contou que a principal aposta do fundo atualmente é o setor de telefonia fixa. Na opinião de Ziegelmann, mesmo que o mercado apresente um desempenho ruim, as ações dessas empresas devem mostrar um movimento melhor. Ele destacou os papéis da Telemar, Telemar-Rio, CRT fixa e Brasil Telecom (ex-Telepar). O diretor do Boston ressaltou que para o investidor que desejar fazer investimentos de longo prazo, o momento é bom para entrar no mercado. Já para as apostas de curto prazo, o movimento está imprevisível e difícil para posicionamentos. Geração destaca o setor de consumoO fundo Geração teve seu rating elevado de C para A, no mês de outubro. A carteira do fundo foi montada com base em análise de balanço de empresas para determinar o destino do patrimônio de R$ 8,3 milhões, segundo o diretor da Geração Administradora de Recursos, Milton Milioni. Na sua perspectiva, a Bolsa deve apresentar um bom desempenho no médio e no longo prazo, pois o mercado está exagerando algumas reações em função de turbulências externas. Ele acredita que o investidor está esquecendo as boas expectativas para a economia brasileira.Milioni comentou que, devido a essas reações exageradas, muitas oportunidades no mercado foram potencializadas pelas quedas recentemente verificadas. As perspectivas de aquecimento na economia e de queda na taxa de juros levaram o diretor da Geração a destacar o setor de consumo. Entre as opções existentes, a principal aposta é a Guararapes, que ainda não atingiu o nível de preço justo já conquistado pelas demais companhias desse segmento, segundo ele. O diretor da MultiStock Corretora, José da Costa Gonçalvez, também tem boas perspectivas para o próximo ano. Ele acredita que a Bolsa está pronta para subir, pois os fundamentos internos nunca estiveram tão bons. Na opinião dele, foram os fatores externos que prejudicaram o desempenho durante o ano, como a crise do Petróleo, a tensão no Oriente Médio, o Nasdaq e, mais recentemente, a Argentina e as eleições americanas.

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