Rating Ibmec: poucos fundos têm nota A

Os ratings de fundos de ações produzidos pelo Ibmec Educacional mostram que, em janeiro, houve uma redução na proporção de fundos com nota máxima no estudo. Em dezembro, o total de carteiras tipo "A" foi de 52, dentre 266. No mês seguinte, 53 atingiram classificação máxima, mas a amostra considerou 327 fundos. O acompanhamento é feito com exclusividade para a Agência Estado. Do total de produtos com nota "A", 20 foram promovidos de posições inferiores. Entre as carteiras que conseguiram rating máximo, cinco vieram da nota "C", sendo duas delas focadas em energia: ABN Amro Energy e Safra Setorial Energia. O Índice de Energia Elétrica (IEE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) é indicador deste desempenho, acumulando alta de cerca de 23% neste ano, ante um Índice Bovespa (Ibovespa) positivo em 4,15%. Na avaliação do diretor de investimentos do ABN Amro Asset Manegement, Alexandre Póvoa, a performance foi motivada principalmente pela queda dos juros. O comportamento eleva as perspectivas para essas empresas que, em sua maioria, possuem dívidas elevadas. Póvoa contou que o Energy, com patrimônio de R$ 8,5 milhões, tinha Copel, Eletropaulo, Cemig e Petrobrás como suas principais posições em janeiro. Entretanto, justamente devido a valorização acumulada no mês passado, a estratégia futura considera uma menor exposição à energia elétrica e o aumento das aplicações em petróleo e gás. O Safra Setorial Energia também se beneficiou da performance positiva do setor em janeiro. O gestor de renda variável do Safra, Walmir Celestino, explicou que as expectativas em torno da privatização e o aquecimento da economia também ajudaram a impulsionar a alta na Bolsa. Ele explicou que a carteira do Safra replica a composição do IEE da Bovespa e, por isso, cobre quase todo o setor. Para 2001, Celestino apontou o segmento de transmissão como foco de investimentos, destacando as empresas Transmissão Paulista e EPTE, que já anunciaram a união das atividades. O gestor do Safra também chamou atenção para EMAE que, segundo ele, pode ter uma valorização de aproximadamente 100% caso venha a se concretizar o processo de despoluição do Rio Pinheiros.

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