Rating melhoraria com infraestrutura adequada, diz S&P

Presidente da agência para o Cono Sul afirmou que se o governo mantiver bom desempenho dos fundamentos da evolução da economia, há boas chances de que perpectiva continue de evolução em 2013 

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

28 de novembro de 2012 | 12h09

A presidente da Standard & Poor's para o Cone Sul, Regina Nunes, afirmou que o rating do Brasil poderia evoluir mais rápido se o País tivesse uma melhor infraestrutura. "Contudo, não precisa esperar 10 anos para que essa evolução ocorra. Na medida em que os investimentos no setor de logística e transportes começam a maturar, em poucos anos isso vai reduzir custos das empresas, o que vai baixar pressões sobre inflação e elevar o PIB potencial", destacou. Ela destacou que a nota soberana do Brasil pela Standard & Poor's é BBB, com perspectiva estável.

Regina afirmou que caso o governo venha mantendo bom desempenho dos fundamentos da evolução da economia, com inflação sobre controle, superávit primário na meta e evolução do produto interno bruto, há boas chances de que a "perspectiva do País continue em processo de evolução" em 2013. "Depois que a perspectiva é alterada, normalmente a nota do País é alterada em um horizonte de 12 a 14 meses", disse.

"Mas isso pode ocorrer antes. Por exemplo, se o País fizer investimentos em infraestrutura que vão permitir uma melhora substancial da logística nacional", ponderou, durante intervalo do seminário "Financiamento para o Desenvolvimento", da série de Fóruns Estadão Brasil Competitivo, da série Fóruns Estadão Brasil Competitivo, promovido pelo Grupo Estado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em sua fala no evento, Regina afirmou que os investimentos em infraestrutura no Brasil poderão alcançar entre US$ 500 bilhões e US$ 700 bilhões em cinco anos. "É uma média de US$ 100 bilhões por ano de recursos necessários para modernizar vários setores fundamentais para o País, como rodovias, portos e aeroportos", comentou.

De acordo com Regina, entre esses recursos está uma parcela dos investimentos previstos para o pré-sal, que se fossem considerados de forma integral levariam o montante para US$ 1 trilhão em um horizonte de meia década. Ela ponderou que o Brasil apresenta restrições sérias no setor de transportes e logística em termos nacionais devido a dificuldades econômicas do passado, que fizeram com que os investimentos em projetos de longo prazo fossem muito baixos nos últimos 20 anos.

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