Rodrigo Félix Leal
Rodrigo Félix Leal

Ratinho Jr. quer transformar Porto de Paranaguá em núcleo logístico da América do Sul

Governador do Paraná afirmou que há um projeto de construção de uma ferrovia bioceânica ligando o local ao Chile

Rodrigo Petry, especial para o Broadcast

18 Janeiro 2019 | 12h25

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, disse que o Porto de Paranaguá tem capacidade de se transformar, no médio e longo prazos, "num grande hub logístico da América do Sul". "Queremos pegar toda a produção do Centro-Oeste e do Sul do País e exportar por Paranaguá", afirmou, em entrevista à GloboNews.

Ratinho Júnior ressaltou que há um projeto, que o Estado do Paraná está sugerindo para o governo federal, de construção de uma ferrovia bioceânica, ligando o Porto de Paranaguá ao Porto de Antofagasta, no Chile. "Isso proporcionaria à nossa produção ser exportada à Ásia e à China de uma maneira mais barata e eficiente", disse.

O governador paranaense afirmou ainda que o Estado conta com cerca de R$ 11 bilhões em imóveis, que podem ser vendidos e realocados em um fundo de investimento em projetos. "Vamos nos desfazer de boa parte desses ativos imobiliários, que o Estado não usa", disse.

Copel e Sanepar não devem ser vendidas

Ratinho Júnior também disse que as estatais Copel e Sanepar não devem ser vendidas. "Mas isso não quer dizer que não se possa fazer parceria com a iniciativa privada, mesclando ou fazendo aí uma joint venture."

Ratinho Júnior sugeriu que as empresas poderiam seguir o exemplo da Compagás, que já conta com uma parceria com grupos privados. A empresa do setor de gás natural, que atua no Estado, conta com uma participação no capital social de 51% da Copel, de 24,5% da Gaspetro e de 24,5% com a Mitsui Gás e Energia Brasil.

"Eu defendo, sim, que a iniciativa privada possa prestar um serviço público em áreas estratégicas, mas entendo que a Copel e Sanepar são duas empresas muito bem geridas", disse, reforçando que as companhias cumprem também um papel importante no desenvolvimento econômico e social.

Ele ressaltou que ontem a Sanepar "bateu o recorde" histórico do preço de sua ação na bolsa, o que, em sua avaliação, é consequência da "equipe técnica" nomeada, em substituição a cargos com indicação política.

Ratinho Júnior também reforçou que o mesmo caminho foi seguido na Copel, levando o papel a atingir "a maior alta" das ações dos últimos 12 meses.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.