Rato defende gradualismo na mudança cambial chinesa

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, afirmou que é do interesse da China migrar em direção a um sistema flexível de câmbio, mas ressaltou que qualquer mudança deve ser gradual e não radical. Ontem, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, declarou que o conteúdo e as modificações cambiais podem chegar de forma inesperada.Em pronunciamento durante um conferência em Xangai, Rato declarou que não há barreiras econômicas ou técnicas para a China adotar um câmbio mais flexível. Segundo o diretor-gerente do FMI, o momento da mudança é uma escolha política."No nosso ponto de vista, esses tipos de mudanças para regimes mais ou menos flexíveis devem ser feitos em momentos de fortalecimento econômico", comentou. "E esse é um bom momento considerando-se isso", disse. Os comentários de Rato se incorporam a uma ampla pressão internacional para reformar o seu sistema cambial que atrela o yuan ao dólar.O yuan também é totalmente conversível em conta corrente, com a China fazendo apenas ajustes lentos em seus controles de capital. Mas Rato disse que a China pode mudar para um regime mais flexível, continuando a manter algum controle de capital.Taxas mais flexíveis de câmbio podem ajudar a economia chinesa a absorver choques externos, ao mesmo tempo em que propiciaria independência maior de política monetária.Rato observou que medidas adotadas no passado reduziram os investimentos, mas o consumo doméstico e as exportações seguem dando suporte para o crescimento do Produto Interno Bruto.

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