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Rato, do FMI, alerta para riscos em alavancagem e petróleo

Para ele, porém, preocupação com mercado subprime não deve mandar economia mundial para espiral de queda

Carmel Crimmins, Reuters

31 de julho de 2007 | 12h25

As perspectivas econômicas globais são boas, mas enfrentam o risco de dificuldades no fornecimento de petróleo e de um crescimento muito rápido das operações fortemente alavancadas dos fundos de private equity, afirmou o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira, 31.   Rodrigo de Rato, entretanto, disse que o menor apetite por risco é bem-vindo e que as preocupações com o setor de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos, que dispararam um rápido enfraquecimento dos mercados de crédito, não devem mandar a economia dos Estados Unidos e do mundo para uma espiral de queda.     "Qualquer perda potencial no mercado de alto risco, na nossa opinião, parece ser muito menor que as crises anteriores de financiamento", disse o diretor-gerente a repórteres após falar a líderes empresariais em Manila.     Os mercados acionários globais desabaram à medida que investidores cortavam sua exposição ao risco em meio ao temor de uma crise no crédito, mas Rato disse que a turbulência não representa uma ameaça sistêmica.     Ele, porém, alertou que a economia global se tornou mais vulnerável com a recente onda de aquisições por grupos de private equity financiadas com dívida. "Se algum desses acordos for muito grande, ele pode disparar uma reavaliação de risco que pode restringir o acesso ao mercado de forma mais ampla", disse.       "Isto pode afetar de modo negativo as perspectivas de investimento e crescimento, não apenas nos países onde os problemas ocorrem, mas ao redor do mundo".     O financiamento global de aquisições alavancadas atingiu o recorde de US$ 98,69 bilhões no primeiro trimestre de 2007, diminuindo levemente no segundo trimestre, mostraram dados do Reuters Basis Point.       Petróleo       Rato, que deixa o cargo em outubro, disse que a economia global tem dado pouca importância à alta dos preços do petróleo porque eles são resultado do maior crescimento global.     Mas há riscos em um mercado apertado de petróleo, nos quais interrupções na produção ou capacidade insuficiente de refino pode causar uma alta dos preços. "Um choque de fornecimento pode ser muito mais nocivo ao crescimento global." (Reportagem adicional de Karen Lema, em Manila, e Umesh Desai, em Hong Kong)

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