RBS: fuga de estrangeiro da renda fixa emergente cresce

Cresceu pela terceira semana seguida a saída de recursos estrangeiros de fundos de investimento de renda fixa em países emergentes. Pesquisa realizada pelo banco Royal Bank of Scotland (RBS) com dados da consultoria EPFR mostra que a fuga da renda fixa vista na semana encerrada em 28 de agosto somou US$ 2 bilhões, o maior valor em dois meses. O banco RBS avalia que o fluxo deve seguir negativo em setembro diante da expectativa de início da retirada de estímulos à economia norte-americana.

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

30 de agosto de 2013 | 10h49

Foi a maior fuga registrada em nove semanas e a 14ª semana consecutiva de saída de recursos. A saída resultou na queda do total de ativos das carteiras de renda fixa em 0,85%, saque maior que o observado na semana anterior, quando a saída equivaleu a 0,54% da carteira.

"É preocupante para essa classe de ativos (renda fixa) a tendência de agravamento dos fluxos que, agora, parece mais fortalecida após três semanas de deterioração consecutiva. É improvável que setembro forneça qualquer alívio na nossa opinião. Em particular, pela expectativa de aproximação do anúncio da redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos", dizem os economistas do RBS Mohammed Kazmi e Abbas Ameli-Renani em relatório. "Os fluxos tendem a piorar antes de qualquer melhora", afirmam.

Na renda fixa, a saída de recursos aconteceu nas carteiras com títulos emitidos em moedas de países centrais, como o dólar e euro, que perderam US$ 454 milhões na semana. No ano, essas carteiras perderam 7,6% dos recursos. Nos fundos com bônus em moedas emergentes, como o real brasileiro e rublo russo, houve saída de US$ 1,1 bilhão na semana, a maior fuga desde junho. No ano, porém, o saldo dessas carteiras continua positivo, com aumento do estoque de investimentos de 8,5%. Também houve saída de US$ 413 milhões na semana de fundos que usam cesta de moedas centrais e emergentes.

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