Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Retirada de IOF em derivativo é divisor de águas, diz RBS

Estrategista diz que a decisão de quarta-feira é simbólica porque o IOF para derivativos foi, entre todas as medidas tomadas entre 2009 e 2011, a que mais gerou impacto no mercado 

Fernando Nakagawa, correspondente da Agência Estado,

13 de junho de 2013 | 09h08

O governo brasileiro parece tentar virar o jogo econômico. A avaliação é da estrategista para América Latina do Royal Bank of Scotland (RBS), Flavia Cattan-Nauslasky, após o anúncio da retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para derivativos cambiais, na quarta-feira, 12, à noite. Acreditamos que esse é um divisor de águas para a política cambial, algo positivo", diz.

A analista, porém, comenta que o espaço para a reação do real é limitado, já que o mercado continuará sendo norteado pelos Estados Unidos. A estrategista diz que a decisão de quarta-feira, 12, é simbólica porque o IOF para derivativos foi, entre todas as medidas tomadas entre 2009 e 2011, a que mais gerou impacto no mercado. "A questão agora é saber se (a decisão) não foi muito tarde por causa do ambiente externo negativo. Uma das grandes dúvidas do governo ao cogitar a retirada do IOF era provocar saída de capital. Isso vai ser testado agora", diz a economista em análise aos clientes.

Flavia Cattan-Nauslasky observa que o impacto da medida no mercado brasileiro tende a ser diluído porque os negócios têm sido influenciados pelos Estados Unidos. "Agora, é a agenda do Bernanke", resume, ao comentar a perspectiva de reversão da política monetária nos EUA. Mas a estrategista do RBS reconhece que, se o ambiente externo estiver menos turbulento, "poderemos ver uma melhora razoável nos fluxos" para o Brasil.

Além de elogiar a decisão anunciada ontem à noite pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a estrategista do RBS lembra que, após o Banco Central adotar ação mais dura contra a inflação, essa é a segunda medida do governo que segue "linha mais ortodoxa".

"Poderemos até ter mais uma boa notícia sobre a política fiscal após a reunião da presidente Dilma Rousseff e o ministro Mantega na quarta-feira, 12. Embora o governo tenha sido forçado a isso, o fato é que nós estamos vendo alguma reconstrução dos três pilares da economia", diz, ao comentar o chamado "tripé macroeconômico" formado pela meta de inflação, câmbio livre e metas de superávit primário.

"Tínhamos razão para pensar que a ameaça de rebaixamento (pela Standard & Poor''s) poderia atingir os nervos do governo. Só esperamos que não seja tarde demais", afirma a economista.

Tudo o que sabemos sobre:
MantegaIOFderivativosRBS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.