Zhou You/EFE - 10/05/20
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Juros

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Reabertura econômica e possível nova onda de infecções na Ásia ditam mercados internacionais

Bolsas da Ásia encerraram as negociações do dia sem sinal único; na Europa, mercados abriram em alta, mas receio ainda se mantém nos pregões

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2020 | 07h00
Atualizado 11 de maio de 2020 | 18h59

Os mercados internacionais se mantêm de olho em dois pontos principais nesta segunda-feira, 11. Ambos relacionados à pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, e que, desde o início das contaminações, tem provocado quedas nos principais índices do mercado financeiro mundial. 

O primeiro deles item é a tentativa de reabertura econômica, com afrouxamento em medidas de isolamento social, em países da Ásiada Europa e nos Estados Unidos. Enquanto os comércios ficam fechados, os prejuízos das empresas são refletidos nas respectivas Bolsas.

O segundo aspecto que está no radar é a possibilidade de uma nova onda de infecções. Diferentemente do primeiro ponto, que impacta de maneira positiva os mercados, este último tem tom negativo. A China relatou 17 novos casos, sendo cinco em Wuhan, local onde a pandemia se originou. Há quase um mês não há mortes no país asiático em decorrência da doença.

Ainda nesse cenário, também causou temor a informação de que a Coreia do Sul registrou 35 novos casos da doença. A notícia rapidamente levantou a possibilidade de que o país possa enfrentar uma segunda onda de infecções.

Bolsas da Ásia

As Bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Os mercados da China continental ficaram levemente no vermelho, apesar de o PBoC - como é conhecido o banco central local - prometer medidas adicionais para ajudar a economia doméstica a se recuperar do impacto do coronavírus. O índice Xangai Composto teve baixa marginal de 0,02%, a 2.894,80 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,24%, a 1.804,74 pontos.

A Coreia do Sul, que teve um salto nos novos casos da doença, gerando temores de que o país possa enfrentar uma segunda onda de infecções, viu a Bolsa sul-coreana cair 0,54%, em Seul, a 1.935,40 pontos. Já outras bolsas asiáticas se valorizaram, encorajadas por iniciativas para reverter medidas de isolamento.

O índice japonês Nikkei subiu 1,05% em Tóquio, a 20.390,66 pontos, impulsionado por ações do setor têxtil, enquanto o Hang Seng avançou 1,53% em Hong Kong, a 24.602,06 pontos, com a ajuda de papéis de tecnologia e ligados a consumo, e o Taiex apresentou ganho de 1,03% em Taiwan, a 11.013,26 pontos.

Na Oceania, a Bolsa da Austrália foi favorecida por planos do governo local de gradualmente levantar restrições relacionadas ao coronavírus. O S&P/ASX 200 teve alta de 1,3% em Sydney, fechando a 5.461,20 pontos, seu maior patamar neste mês. 

Bolsas da Europa 

As Bolsas europeias operam em alta no começo do pregão desta segunda-feira, com investidores dispostos a tomar risco à medida que cada vez mais países se preparam para reabrir suas economias, após um longo período de bloqueios para tentar conter a disseminação do coronavírus. No domingo, 10, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou planos para a reversão gradual das medidas de isolamento locais. 

Os mercados europeus perderam o fôlego da abertura nesta segunda, com indícios de que alguns países asiáticos, como China e Coreia do Sul, podem enfrentar uma nova onda de casos de coronavírus. Nesse cenário, o índice Stoxx 600 encerrou em queda de 0,39%, enquanto na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 teve leve alta de 0,06%. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em baixa de 0,73% e em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,31%. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, fechou em queda de 0,33%. Em Madri, o índice IBEX-35 caiu 1,63%. Já em Lisboa, o índice PSI-20 registrou baixa de 0,67%.

Bolsas de Nova York

As Bolsas dos EUA também não escaparam dos resultados mistos. O Dow Jones fechou em queda de 0,45%, o S&P 500 fechou em leve alta de 0,01% e o Nasdaq subiu 0,78% - ajudou o índice, a alta das ações da Microsoft, com 1,12%, Apple com 1,57% e Alphabet, com 1,39%.

Porém, em meio as preocupações com o coronavírus, deu certa calma ao investidor americano, a informação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), poderá adotar taxas de juros negativas, para estimular a economia e dar fôlego ao mercado local, que agora segue atento ao processo de reabertura dos estados. 

Petróleo 

Assim como o mercado global, a commodity foi afetada nesta segunda pelo possível retorno do vírus nos países asiáticos. Com isso, ficou em segundo plano a notícia de que a Arábia Saudita orientou a Saudi Aramco a fazer um corte na produção de petróleo em 1 milhão de barris por dia em junho, além do já comprometido no acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).

Em resposta, o WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em queda de 4,17%, a US$ 25,08 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado americano, recuou 4,42%, a US$ 29,60 o barril./ COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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