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Reação da economia será da maneira mais benigna, diz Mantega

Ministro da Fazenda, ressalta, porém, que contração global é forte; 'não vamos escapar de uma forte recessão'

Ricardo Leopoldo e Anne Warth, da Agência Estado,

22 de maio de 2009 | 12h34

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a recuperação da economia mundial em relação à atual recessão será em formato de V, que, segundo ele, é a forma "mais benigna", pois indica a velocidade mais rápida de retorno do nível da atividade global.

 

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O ministro, contudo, deixou claro que a contração da economia global é muito forte, o que deve levar o PIB do mundo a uma retração de 3% a 4%. "Não vamos escapar de uma forte recessão (mundial)", afirmou. De acordo com ele, apesar da queda da demanda mundial, já está ocorrendo uma menor volatilidade dos mercados financeiros. A avaliação do ministro pode ser interpretada como um sinal de melhoria em relação ao recrudescimento da crise, ocorrido, especialmente, no primeiro trimestre.

 

"A perspectiva é de que até o final de 2009, algumas economias devem sair do vermelho", comentou. Na avaliação dos ministros, os países emergentes terão desempenho melhor do que as nações desenvolvidas. No caso do Brasil, ele ressaltou que o PIB no primeiro trimestre deve apresentar um "resultado modesto", mas ponderou que, a partir de março, o nível de atividade apresenta melhoras.

 

"Essa crise será mais curta no Brasil do que em outros países", disse. "O Brasil será um dos endereços para novos investimentos." O ministro destacou que a confiança dos investidores melhorou em relação ao Brasil e usou como um indicador sintomático desse avanço, a evolução do risco País, que nos últimos meses tem ficado abaixo do registrado por outros emergentes.

 

Mantega citou uma pesquisa realizada por uma empresa privada, junto a investidores, que visava saber quais eram os países mais atraentes para investimentos entre os emergentes. Em 2008, o Brasil estava em quarto lugar, mas subiu para a segunda posição, ficando atrás apenas da China. O ministro, no entanto, não especificou o nome dessa instituição.

 

O ministro destacou que o Brasil e a Alemanha são os dois únicos países do mundo que apresentaram no primeiro trimestre deste ano um avanço da produção de automóveis, em relação ao apurado no mesmo período do ano passado. "Nesse período, a maioria das economia apresentou queda de 20% a 30% da fabricação de automóveis", observou.

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