Reação do mercado indica dúvidas sobre rumos da economia

Já foram cinco cortes nas taxas básicas de juros desde novembro e quatro liberações de recursos recolhidos compulsoriamente dos bancos desde fevereiro ainda sem sucesso. Nem os mercados financeiros e muito menos a economia real parecem próximos de um período de estabilidade e reativação. A economia chinesa vive, com atraso em relação aos acontecimentos na Europa e nos Estados Unidos, uma crise de digestão das bolhas causadas por maciças injeções de liquidez nos mercados financeiros e em setores como o imobiliário.

José Paulo Kupfer, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2015 | 02h05

Nos mercados de ativos ao redor do mundo, as sessões voláteis de ontem configuraram uma resposta preocupante à mais nova intervenção das autoridades chinesas, que voltaram a bombear liquidez na praça financeira. Foram bons termômetros de que ainda predominam instabilidades e incertezas, em relação aos rumos da economia chinesa.

Mais do que o vaivém dos pregões, o movimento de capitais sustenta a expectativa de que apenas transfusões de liquidez talvez não sejam suficientes para evitar redução mais forte no ritmo de crescimento da economia - a dúvida é se não alimentariam novas bolhas. Os fluxos de saída de recursos da China aceleraram nos últimos meses e chegaram a um recorde de US$ 70 bilhões em julho. A tendência, segundo analistas, sobretudo depois da surpreendente sequência de desvalorizações da moeda local, é de que se intensifiquem, acompanhando novas desvalorizações do yuan.

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