Reação do mercado interno fez indústria crescer, diz IBGE

O coordenador de indústria do IBGE, Sílvio Sales, considerou o saldo do resultado da indústria em setembro?amplamente positivo", e destacou que ele mostra reação do mercado interno. Segundo Sales, essa reação da demanda doméstica pode ser exemplificada na comparação com agosto, pelo aumento na produção de móveis (14,5%), material elétrico de comunicações (13,9%), bens duráveis em geral (5,1%) e também bens não duráveis (4,6%) - os não duráveis apresentaram no mês o primeiro crescimento após três quedas consecutivas ante mês anterior.A recuperação do mercado interno é ainda mais visível na comparação com setembro do ano passado, sendo que os eletrodomésticos tipicamente voltados para o mercado doméstico tiveram aumento de 11,7% na produção, com destaque para televisores, rádio e som (17,3%). Outra confirmação vem dos produtos alimentícios, que aumentaram a produção em 4,9% nessa base de comparação (anual).Segundo Sales, a produção industrial em setembro continuou sofrendo impactos positivos das exportações e da agroindústria, que marcaram o setor durante todo o ano, mas a reação da demanda interna foi ampliada e provavelmente as encomendas do comércio à indústria foram adiadas de agosto para setembro, por causa do compasso de espera de sinais mais positivos da economia. Recuperação é generalizadaSílvio Sales destacou também que a recuperação industrial em setembro foi generalizada, atingindo 40 dos 61 subsetores pesquisados, na comparação com igual mês do ano passado, mostrando desempenho bem melhor do que em agosto, quando apenas 22 subsetores tinham registrado aumento na produção. Sales sublinhou também que a recuperação da indústria foi confirmada ainda pelos dados trimestrais, já que o aumento de 1,8% na produção do terceiro trimestre, ante o segundo trimestre, reverte uma trajetória de dois trimestres consecutivos de queda nessa base de comparação e que indicou uma recessão técnica da indústria brasileira no primeiro semestre.Para Sales, os dados de setembro confirmam que junho marcou o pior momento da indústria brasileira no ano. Em setembro, a produção industrial cresceu 6,9% em relação a junho.

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