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Reação varia, mas queda na produção foi geral

A retomada da produção industrial mostra sinais de resultado das medidas do governo para estimular a economia, sobretudo a cadeia automotiva. A exemplo da alimentação, o setor de material de transporte, em que se inserem as montadoras, apresentou melhora no índice de confiança da indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea), a produção subiu em janeiro, quando foram produzidos 186 mil veículos, ante 97 mil em dezembro. O número segue abaixo dos níveis pré-crise, quando a média mensal superou 300 mil unidades, mas já reflete as medidas de redução do IPI e IOF, segundo a Anfavea. Menos dependente do crédito, a indústria da alimentação também apresentou melhoras em janeiro. O economista da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Denis Ribeiro, diz que o "olho do furacão" ocorreu no último trimestre de 2008, quando os supermercados estocaram menos para o Natal, o que atrasou a reposição para janeiro. O setor têxtil e de vestuário, que apresentou piora na sondagem da FGV, sente a queda na produção. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), as indústrias ampliaram em uma semana as férias coletivas por causa do adiamento das encomendas. "Os problemas mais preocupantes são a falta de crédito para o comércio adquirir da indústria e a queda do consumo", diz o secretário-executivo do Sindicato da Indústria do Vestuário, Pedro Eduardo Fortes.A redução da produção no setor moveleiro foi de 16% em dezembro em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel). No ano, a queda foi de 1,3%. O presidente da entidade, José Luiz Fernandez, diz que a retração continuou em janeiro. "Isso já era esperado porque dependíamos das vendas do varejo em dezembro." A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) diz que o setor deve sentir retração em janeiro. Levantamento da entidade mostrou que 70% das indústrias observaram queda nas vendas em janeiro. "Houve redução de pedidos e a expectativa é que tenha ocorrido dispensa de pessoal", diz Luiz Cezar Rochel, economista da Abinee.

Paulo Justus, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2009 | 00h00

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