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Reajuste da gasolina impactará IPC-S da próxima semana

O resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da semana que vem será fortemente influenciado pelo repasse do reajuste nos preços da gasolina e do álcool, em vigor a partir de hoje - causado pelo aumento no preço do álcool anidro, utilizado para a produção da gasolina comum. A avaliação é do economista da FGV, André Braz. Segundo ele, a estimativa da fundação é de que o índice "ou mantenha a variação (divulgada hoje, de 0,10%) ou suba um pouco". Ele não acredita que o próximo resultado traga desaceleração expressiva, como o do desempenho divulgado hoje - inferior em 0,08 ponto percentual em relação à apuração anterior.Braz explica que, além dos combustíveis, a próxima apuração trará a pressão de reajustes nas tarifas de água e esgoto de São Paulo, prevista para o período do próximo índice. "Talvez o Rio de Janeiro também realize reajuste nas taxas de água e esgoto esta semana", acrescentou. Quanto à apuração do IPC-S da semana encerrada em 26 de agosto, divulgada hoje, Braz informou que o recuo na variação, em comparação com o resultado anterior (que foi de 0,18%), foi causada pela menor pressão dos reajustes de telefonia, no grupo Habitação. Também contribuiu para o resultado de desaceleração o comportamento dos preços de alimentação, que mantiveram mesma variação da apuração anterior (-0,45%). "Alguns produtos de comportamento sazonal, como carne bovina (que passou de 2,55% para 2,52%) e laticínios (que foi de 0,29% para 0,02%) levaram a este resultado", afirmou.Índice da semanaA inflação medida pelo IPC-S ficou em 0,10% em sua edição da semana encerrada em 26 de agosto. O resultado está abaixo das previsões dos analistas ouvidos pela Agência Estado (entre 0,15% a 0,25%). A informação foi divulgada hoje pela FGV. O resultado é inferior ao indicador anterior, referente à semana encerrada em 18 de agosto (0,18%). De acordo com a FGV, a taxa do IPC-S revela "que a inflação ao consumidor manteve seu ritmo de desaceleração no mês de agosto". Dos sete grupos que compõem o Índice, três apresentaram desaceleração de preços; dois registraram taxa idêntica a da apuração anterior e dois tiveram aceleração de preços no período. Os grupos a apresentarem desaceleração de preços foram Habitação (que passou de 0,90% para 0,52%); Educação, Leitura e Recreação (que passou de 0,28% para 0,20%); e Despesas Diversas (que passou de 1,18% para 1,05%). Segundo a FGV, dentre todos os grupos, o que apresentou a desaceleração mais intensa foi Habitação. Os grupos a apresentaram taxas idênticas ao do IPC-S de 18 de agosto foram Alimentação (-0,45%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,31%). Já os grupos a registrarem aceleração de preços foram Vestuário (que passou de -0,54% par a -0,34%) e Transportes (que passou de -0,46% para -0,09%).

Agencia Estado,

01 de setembro de 2003 | 19h11

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