Reajuste da Petrobras ainda provoca alta dos combustíveis

Os preços da gasolina e do diesel continuaram em alta na segunda semana após os reajustes promovidos pela Petrobras. O aumento na semana passada foi pequeno, de 0,2% e 0,3%, respectivamente, mas contradiz as expectativas de acomodação dos preços depois de uma primeira semana de repasses acima do esperado. Até agora, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), os repasses para a gasolina e o diesel chegaram a 2,76% e 4,6%. A Petrobras estimava uma alta de 1,6% e 3,8%, respectivamente.Logo na primeira semana, os aumentos já haviam ultrapassado a estimativa da estatal. Revendedores e distribuidores explicaram que se tratava de movimento normal após reajustes, mas depois os preços recuariam, forçados pela concorrência entre os postos.De fato, os postos reduziram suas margens na venda de gasolina na segunda semana, depois de um aumento de 12,5% após os reajustes. De acordo com o levantamento de preços da ANP, a margem média da revenda no Brasil ficou em R$ 0,288 por litro na semana passada, uma queda de 3% com relação à semana anterior.As distribuidoras, porém, mantiveram tendência de alta, com aumento de 0,7% no preço registrado na última semana. O vilão, desta vez, é o álcool anidro, que é adicionado à gasolina vendida nos postos. Segundo as distribuidoras, os aumentos refletem o repasse do preço do combustível.Em São Paulo, os preços da gasolina e do diesel subiram mais 0,32% e 0,38% na última semana. No Estado, o aumento total após os reajustes da Petrobras chegam a 3,3% na gasolina e 4,8% no diesel - a pesquisa da ANP aponta um preço médio, por litro, de R$ 2,091 para o primeiro e R$ 1,549 para o segundo.

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