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Reajuste de energia deverá superar o IGP-M

Neste ano, as distribuidoras de energia elétrica, principalmente da região Centro-Sul, serão compensadas pelo subsídio que fornecem às termelétricas da região Norte para a compra de óleo diesel. Essa compensação fará com que os porcentuais de reajuste dessas tarifas sejam maiores do que o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) anual de 9%, ao qual os contratos estão indexados. A maioria dos reajustes ocorre nos meses de julho e agosto.Segundo explicou o secretário de Acompanhamento Econômico, Cláudio Considera, mesmo com a possibilidade de haver altas nos índices de inflação em meados do ano, será possível cumprir a meta de inflação, fixada em 4%. Para avaliação da inflação, leva-se em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).CombustíveisO impacto positivo nos índices de inflação por causa da queda nos preços do petróleo só não será maior porque o governo pretende acabar totalmente com os subsídios concedidos ao diesel e parcialmente com os do gás de cozinha. Considera disse que, mantidas as cotações atuais tanto do petróleo quanto da taxa de câmbio, poderá haver uma redução do preço da gasolina na refinaria em torno de 15% no início de abril, mês em que o governo fará o ajuste no preço dos combustíveis. Com isso, os consumidores poderão ser beneficiados com a diminuição entre 9% e 12% do preço nas bombas.A retirada integral do subsídio para o querosene de aviação (QAV), em julho, também deverá provocar um reajuste maior do que o registrado no ano passado no preço das passagens aéreas. O governo optou por acabar com esse benefício no meio do ano para coincidir com o mês de reajuste tarifário das companhias aéreas, que assim poderão incluir no cálculo a alta do QAV.

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