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Reajuste de ônibus e metrô em SP pesará 0,06 ponto no IPCA, aponta consultoria

Novas tarifas na capital subiram 6,7%, para R$ 3,20, e entram em vigor a partir do dia 1.º de junho

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

22 de maio de 2013 | 19h25

SÃO PAULO - O reajuste das tarifas de ônibus e metrô na cidade de São Paulo, de 6,6%, de R$ 3,00 para R$ 3,20, exercerá impacto de 0,06 ponto porcentual sobre a inflação de junho (IPCA) - calculou há pouco o economista Fábio Romão, da LCA Consultores.

O grosso do impacto sobre a inflação, na proporção de 0,05 ponto porcentual, virá da passagem de ônibus. Apenas 0,01 ponto virá do reajuste da tarifa do metrô.

Em princípio, Romão trabalhava com reajuste de 10% para a tarifa do transporte coletivo na capital paulista. Por essa majoração, o economista previa um impacto de 0,08 ponto porcentual, o que estava levando sua previsão de inflação para o próximo mês para 0,33%. Como o aumento veio numa magnitude menor, a consultoria revisou para baixo a sua previsão de inflação em junho para 0,31%.

Vale ressaltar que o impacto do reajuste das tarifas de ônibus e metrô sobre o IPCA é imediato porque este indicador obedece ao critério de competência. Ou seja, o impacto passa a vigorar no cálculo da inflação do IPCA assim que o anúncio do reajuste é feito. A contrário, para o IPC-Fipe, que cumpre o critério de caixa, o impacto só passa a ser contabilizado a partir do momento em que o consumidor coloca a mão no bolso para pagar suas contas.

Para calcular a influência do aumento das passagens de ônibus e metrô no IPCA, Romão pegou o porcentual de aumento das tarifas e ponderou pela importância da capital paulista na composição do IPCA. No caso, a cidade de São Paulo tem uma participação de 27,9% na formação da inflação nacional, "Eu peguei o reajuste de São Paulo e creditei à importância da cidade no IPCA", explicou o economista.

Se os governos estadual e municipal não tivessem aumentado a passagem do metrô e do ônibus na capital paulista, o IPCA de junho fecharia em 0,25%. Pelo calendário original, as passagens de ônibus e metrô em São Paulo deveriam ter sido reajustadas em janeiro. Mas a pedido do governo federal, sob a alegação de não maximizar ainda mais a inflação já alta do começo do ano, as duas esferas de governos regionais adiaram o reajuste para junho.

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