Reajuste de remédios fica abaixo do esperado

Os reajustes nos preços dos remédios de até 5,83%, autorizados ontem pela Câmara de Medicamentos do Ministério da Saúde, poderão ser alterados. A Abifarma, o Sindusfarma e o Grupo Pró-Genéricos vão se reunir nos próximos dias para avaliar os índices, que ficaram abaixo da proposta de 8,6% feita pela indústria. Depois, as entidades voltarão a negociar com o governo. O reajuste será válido a partir de 31 de janeiro.Caso haja desvalorização do real frente ao dólar, como ocorreu ao longo de 2001, quando a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 2,80, a indústria de fármacos poderá voltar a negociar com o governo, para flexibilizar o congelamento de preços. Em novembro do ano passado, a indústria conseguiu reajuste em torno de 4% sobre seus preços, por conta da variação cambial, uma vez mais de 60% dos insumos, que representam até 80% dos custos de produção, são importados. À época, o varejo farmacêutico não pode repassar os preços. A Abrafarma, que representa o varejo farmacêutico, foi consultada hoje de manhã, mas não se manifestou sobre o repasse do próximo reajuste.O reajuste proposto pelo governo será válido para os medicamentos de referência, para os genéricos, para as drogas que podem ser vendidas sem receita médica e para os produtos fitoterápicos com funções terapêuticas.

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