Reajuste de telefonia pode chegar a três parcelas

O presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, disse hoje que amanhã deve ser anunciado o índice de reajuste das tarifas telefônicas em julho. O governo, segundo ele, não admite um porcentual acima de 17,24%, sugerido ontem pelo Ministério da Fazenda. Esse reajuste poderá ser a primeira de até três parcelas que o governo pode autorizar de reajuste de tarifa até o limite de 28,75%. Existe também a possibilidade de esse repasse total ser feito em duas vezes, com uma parcela em julho e a outra no início de 2004. Mas, se o acordo com as operadoras definir repasse em três vezes, dois reajustes serão feitos neste ano e um outro em 2004. A Anatel quer o parcelamento do reajuste para evitar um impacto extremamente negativo sobre o consumidor, que pode aumentar a inadimplência na telefonia fixa.Teles não terão compensaçãoSchymura afirmou que a idéia do órgão é não conceder nenhuma contrapartida a operadoras de telefonia fixas por conta do parcelamento do reajuste de tarifas deste ano. A afirmação contradiz informações publicadas hoje na imprensa, segundo as quais a Anatel daria uma compensação às operadoras fixas por meio da flexibilização das metas de universalização. Ele argumentou que a redução do plano de metas, no máximo, poderia se dar pela mudança no indexador de reajustes tarifários, que hoje é o Índice Geral dos Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI). "No entanto, qualquer alteração no plano de metas teria um custo alto para sociedade e não seria propício discutir as obrigações das empresas neste momento", afirmou o executivo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.