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Reajuste do gás terá impacto de 4% a 7% nas contas residenciais

Com o novo reajuste no preço do gás natural previsto para janeiro, em torno de 14%, as indústrias paulistas devem pagar entre 11% e 15% a mais, e o consumidor residencial entre 4% e 7%, a partir de fevereiro. Os cálculos são da Comissão de Serviços Públicos de Energia (CSPE), a agência reguladora do setor em São Paulo, que autoriza as distribuidoras a fazer o repasse nas tarifas.Outros dois aumentos adotados pela Petrobras em setembro e novembro deste ano, acumulando 24,3%, não foram repassados ao consumidor de São Paulo porque, diferentemente de outros Estados, a agência paulista tem uma política de acumular perdas e ganhos das concessionárias, permitindo, em geral, que o repasse seja feito apenas uma vez ao ano.As duas maiores distribuidoras de São Paulo, Comgás e Gas Natural São Paulo Sul, só poderiam reajustar a tarifa de gás em 31 de maio, mas a CSPE deve antecipar uma parte desse reajuste para fevereiro em razão dos aumentos praticados pela Petrobras. "Em fevereiro, vamos acumular três reajustes sem repasse para o consumidor e isso pode comprometer o equilíbrio das empresas", disse Zevi Kann, comissário-chefe da CSPE.No reajuste de fevereiro deve ser repassado para o consumidor apenas o impacto do aumento do gás natural praticado pela Petrobras. Por esta razão, os percentuais não serão iguais. Para o consumidor industrial de médio porte, aquele que consome até 100 mil metros cúbicos por mês, o reajuste será de 11%. Já para a indústria com grande consumo, acima de um milhão de metros cúbicos por mês, os preços subirão 15%. No caso do consumidor residencial, a alta será entre 4% e 7%.As diferenças nos percentuais são explicadas porque, quanto maior o consumo, menor a margem da distribuidora e, portanto, o peso do gás é maior na composição do custo final. "No caso do residencial, por exemplo, a margem da distribuidora é muito maior e o preço do gás tem peso relativamente pequeno, comparado a outros custos", explica. Entre esses custos estariam a margem de remuneração sobre investimentos, os gastos com operação e manutenção da rede e os custos comerciais, como leitura e faturamento.Nessa parcela de custos, que exclui o preço do gás, entra a correção pelo IGP-M, mas apenas em maio, data base das concessionárias paulistas para o repasse às tarifas.Ou seja, o consumidor terá dois aumentos no início do ano. O impacto só não será maior porque o IGP-M deve ficar baixo. No acumulado em doze vezes até agora, o índice está em 1,16%. "O impacto maior será mesmo em razão dos reajustes aplicados pela Petrobras", diz Kann.

Agencia Estado,

26 de dezembro de 2005 | 17h50

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