Reajuste dos medicamentos também atinge genéricos

Os preços de 13 mil medicamentos estarão em média 4,32% mais caros para os consumidores a partir de hoje. O reajuste vale, inclusive, para os genéricos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, no último mês de outubro houve parte do aumento - vinculado ao dólar, que estava cotado em US$ 2,80 - e na época ficou previsto que haveria outro reajuste agora. Durante entrevista concedida hoje à Rádio Eldorado AM, Barreto informou, porém, que os medicamentos ficarão congelados durante um ano. Ele também justificou o aumento de preços afirmando que as matérias-primas para os medicamentos são importadas. "Você tem uma série de custos que vão aumentando durante o ano, então fica impossível não repassar isso para o preço", argumentou. Além disso, explicou, desde 1997 há uma queda constante, ano a ano, do consumo de remédios.GenéricosO presidente da Abrafarma disse que a introdução dos medicamentos genéricos no mercado é uma das melhores políticas do governo Fernando Henrique Cardoso, mas que não provocou o aumento no consumo de medicamentos pela população. Ele explicou que as pessoas que abandonaram tratamentos com remédios puderam voltar a fazê-lo a partir da compra dos genéricos, por isso não houve grande variação no consumo. Os medicamentos genéricos já representam hoje 6,75% das vendas da Abrafarma, a qual estão filiadas as 30 maiores redes de farmácias do País. O presidente da entidade, no entanto, acredita que este número represente cerca de 5% no mercado geral, mas o considerou positivo. "Em dois anos ele (genérico) conseguiu ocupar esse espaço razoável, um espaço muito bom".

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