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Reajustes dos fornecedores não são abusivos, diz supermercado

As grandes redes de varejo estão recebendo dos fornecedores pedidos de reajustes de preços mas o vice-presidente do Grupo Sendas, Nelson Sendas, não vê nesse movimento "nada abusivo". "São reajustes por causa de aumentos de custos mesmo, como é o caso do dólar", disse Sendas, durante evento em que o grupo anunciou a adesão ao movimento Natal sem Fome, da organização não-governamental (ong) Ação da Cidadania, fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, há 10 anos."Não vejo má-fé", afirmou. "Tanto a indústria quanto o comércio estão atentos às dificuldades de venda. Por isso, de nada adianta colocar um produto com preço alto nas gôndolas, que não vai vender e todos serão prejudicados." Segundo ele, "para não perder vendas", as grandes redes de varejo continuam resistindo e tentando evitar os aumentos de preços.O executivo da terceira maior rede de supermercados do País reconhece que algumas altas de preços têm sido inevitáveis. Além de produtos importados, ele disse que os supermercados estão tendo dificuldades de comprar itens com boa venda no mercado externo. "Algumas indústrias estão preferindo colocar no exterior produtos que estão com ótimo preço lá fora, o que acaba dificultando a negociação interna", disse.Cesta do pobre mais caraOs alimentos da cesta básica dos mais pobres também estão custando bem mais caro este ano, conforme o coordenador da ong, Daniel de Souza, filho de Betinho. "No ano passado, a cesta que nós distribuímos custou R$ 7. Este ano só estamos conseguindo cestas semelhantes com preços a partir de R$ 10 e, em muitos casos, acima dos R$ 12", afirmou.A cesta básica distribuída pela ong é constituída de seis itens: 3 quilos de arroz, 2 quilos de feijão, 1 quilo de macarrão, 1 lata de óleo, 1 quilo de açúcar e 1 quilo de farinha. A previsão de Daniel é conseguir arrecadar quatro mil toneladas de alimentos, beneficiando 400 mil famílias, ou 2 milhões de pessoas.Segundo ele, cerca de 80% dos recursos necessários para a compra de cestas básicas são das empresas, com as pessoas físicas respondendo por apenas 20%. As cestas são distribuídas por 613 comitês que atuam em conjunto com a ong e, segundo Daniel, nos dez anos do movimento não se registrou denúncia de desvio de material.Esses comitês, originalmente formados por integrantes das classes A e B, hoje são quase totalmente de pessoas mais pobres, das classes C e D. "São eles que conhecem as famílias que vão receber as cestas", disse.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 18h10

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