CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO

Reajustes em cursos superiores estão abaixo da inflação pelo 2º ano seguido, aponta pesquisa

Levantamento da plataforma Quero Educação cita encolhimento do Fies e desemprego ainda elevado no País como fatores que impõem limites à precificação feita por instituições privadas

Reuters

15 Setembro 2017 | 15h32

A precificação de cursos de educação superior privada em 2017 está abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) pelo segundo ano consecutivo. Segundo levantamento da plataforma Quero Educação divulgado nesta sexta-feira, 15, esse cenário sugere pressão sobre as margens das empresas do setor.

Entre os fatores que limitam reajustes de preços por instituições privadas, a pesquisa cita o encolhimento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o desemprego ainda elevado no País.

A expectativa, contudo, é de que o setor de ensino superior se depare com melhores oportunidades de precificação a partir do segundo semestre, dados os primeiros sinais de recuperação da economia brasileira.

As informações foram apuradas com base em dados do site Quero Bolsa, que reúne as ofertas de mais de 1.000 instituições de ensino superior privado e recebeu mais de 10 milhões de visitantes no primeiro semestre deste ano.

Ainda segundo o levantamento, Direito continua sendo o curso mais buscado entre os alunos que acessaram o site, mas observa-se uma procura cada vez maior por cursos de saúde neste ano.

“Já Engenharia civil e Arquitetura vêm perdendo posições no ranking dos cursos mais buscados desde 2014”, disse André Narciso, diretor financeiro da Quero Educação, durante um evento em São Paulo.

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