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Reajustes mostram que governo estava correto sobre Proálcool, diz Amaral

O ministro do Desenvolvimento, Sergio Amaral, disse hoje que o aumento do preço do álcool no mercado interno nos últimos dias, gerado pela transferência da produção para o açúcar, mostra que o governo estava correto ao exigir do setor sucroalcooleiro garantias para o relançamento do Programa Brasileiro do Álcool (Proálcool). "Precisamos vencer este desafio que é a segurança no abastecimento", disse o ministro. "Temos que fugir da volatilidade do preço, do impacto que a melhor cotação do açúcar no mercado internacional poderá ter sobre o fornecimento de álcool", afirmou Amaral. Segundo ele, a decisão de retomar o programa está nas mãos do setor privado. O ministro teme que os usineiros desloquem a produção do álcool para o açúcar sempre que o preço do produto mercado internacional esteja bem cotado. "O mercado internacional de açúcar é de alta volatilidade e você não consegue criar confiança no consumidor se não for capaz de reduzir a volatilidade do preço e garantir o abastecimento do álcool", avaliou. O ministro não descarta a possibilidade de o governo adotar o imposto de exportação para o açúcar sempre que houver este movimento mas disse que prefere um acordo negociado com o setor privado. O governo também tem feitos vários esforços para transferir tecnologia para a produção de álcool em outros países para tornar o produto em commoditie e dessa forma poder ser negociado no mercado internacional. ImpostoO governo, avisou, não atenderá a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva), que solicitou a redução do imposto de importação para carros importados. Representantes da entidade estiveram ontem com o ministro. "Eu acho que assunto deve ser examinado numa perspectiva de médio prazo. Acho que o setor deve levar esta proposta ao próximo governo", disse.

Agencia Estado,

07 de novembro de 2002 | 18h47

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