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Real deve se estabilizar na esteira de recuperação dos EUA, diz Loyola

Ex-presidente do Banco Central criticou as medidas adotadas pelo governo brasileiro para reduzir a entrada de capital especulativo no País

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

19 de março de 2012 | 16h58

Uma recuperação mais sólida da economia dos Estados Unidos deverá fazer com que o real se estabilize ante o dólar - ou até mesmo se deprecie -, projetou o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola em entrevista concedida à agência Dow Jones.

"Com uma recuperação mais firme da economia norte-americana, o dólar se beneficiará", disse Loyola. "Ele deve subir frente a diversos moedas, inclusive o real", prosseguiu ele.

De acordo com Loyola, o nível elevado da taxa Selic deverá dar suporte ao real frente ao dólar no curto prazo, mas num prazo mais longo a tendência é de que a cotação da moeda brasileira se estabilize ou até mesmo entre em queda.

Na entrevista à Dow Jones, Loyola criticou as medidas adotadas pelo governo brasileiro para reduzir a entrada de capital especulativo no País. "Quando se fecha porta atrás de porta, mais cedo ou mais tarde acabará se fechando a porta que trás investimentos produtivos", argumentou.

Ainda segundo Loyola, não há guerra cambial em andamento, como tem afirmado há meses o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "É sempre mais fácil colocar a culpa lá fora, mas o real tem subido por conta do nível incomumente elevado de liquidez nos mercados internacionais", afirmou. "Quando a liquidez diminuir, o real se estabilizará ou até mesmo cairá."

Loyola afirmou ainda que o BC praticamente abandonou a meta de inflação de 4,5% para este ano e o próximo e disse que a pressão inflacionária provavelmente provocará elevação dos juros em 2013. As informações são da Dow Jones.

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