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Real é das moedas mais valorizadas entre emergentes, diz ING

Segundo instituição, a moeda brasileira está e ntre as divisas que menos se depreciaram nas últimas semanas

Daniela Milanese, da Agência Estado,

13 de fevereiro de 2009 | 11h57

O real é uma das moedas mais valorizadas entre as emergentes, ao lado do novo leu da Romênia e do yuan da China, avalia o estrategista do ING Charles Robertson. Embora não estejam caras em relação ao dólar e ao euro, essas foram as divisas que menos se depreciaram nas últimas semanas, enquanto o restante do mundo emergente sofreu. "Elas podem ficar vulneráveis", disse Robertson. Veja também:Veja a evolução do PIB trimestral dos países europeusDe olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O especialista nota que existe uma mudança dramática em relação à euforia com os emergentes presenciada em 2007. Alguns países já estão adotando medidas para limitar as transações no mercado de câmbio, como fizeram a Ucrânia e Nigéria nesta semana. "As moedas emergentes agora estão baratas pela primeira vez em quatro anos", disse. Para ele, as mais baratas são o peso mexicano e o zloty da Polônia. O investimento externo direto dedicado aos países emergentes irá entrar em colapso neste ano, acredita Robertson. Para ele, alguns países poderão registrar quedas em torno de 75%. "Será surpreendente se o IED despencar menos de dois terços em 2009", acredita. Robertson toma por base os números verificados na crise de 2001-2002, quando as nações em desenvolvimento registraram acentuada contração do fluxo de investimentos estrangeiros, como o Brasil, México, República Tcheca e Polônia. "No entanto, 2001 e 2002 foram anos bons para o PIB global comparados com a expectativa para 2009", avalia. Segundo ele, as companhias europeias estão com o nível de pessimismo mais elevado em gerações. Além disso, enfrentam dificuldades para captar recursos. Ao invés de reinvestir os lucros obtidos nas subsidiárias, as empresas devem optar por trazer o dinheiro de volta para as matrizes. Alguns países possuem ativos para vender, como a Ucrânia e a Turquia. Mas irão relutar em fazer privatizações neste momento, a preços baixos, avalia o estrategista. Por todos esses motivos, Robertson acredita que os emergentes não poderão contar com recursos do IED para financiar seus déficits em conta corrente.

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