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Real forte ajuda a reduzir dívida pública em 1%

Grande volume de vencimento de títulos públicos também contribuiu para a queda para R$ 1,38 tri

Renata Veríssimo e Fabio Graner, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

O grande volume de vencimento de títulos públicos e a valorização do real ajudaram a reduzir em 1,02% o valor da dívida pública em títulos no mês de abril, para R$ 1,38 trilhão. Os resgates superaram as emissões de novos papéis em R$ 17,64 bilhões. A queda do estoque da dívida só não foi maior porque os juros pagos pelo governo somaram R$ 3,42 bilhões no mês. O efeito do câmbio ocorreu na dívida externa que caiu 6,29% (R$ 8,2 bilhões) em relação a março e somou R$ 122,25 bilhões. A dívida interna somou em abril R$ 1,26 trilhão, com queda de 0,47%. O resultado foi influenciado também pelo resgate dos primeiros títulos públicos emitidos para capitalizar o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A emissão foi feita em março e o pagamento, em abril, aumentando o valor de títulos com vencimento no mês passado. O governo vai emprestar até R$ 100 bilhões para o BNDES ofertar novas linhas de crédito para empresas. O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Guilherme Pedras, lembrou que a redução no tamanho da dívida não pode ser entendida como uma tendência. Em meses que iniciam os trimestres, como abril, costuma haver queda na dívida interna e uma piora no perfil em função do maior resgate de títulos prefixados. Foi o que aconteceu no mês passado. A participação dos prefixados no estoque da dívida interna caiu de 30,09% em março para 28,51% em abril. Estes papéis são considerados melhores para a administração da dívida porque tem a remuneração fixada no momento da venda. Por outro lado, a fatia de títulos remunerados à taxa Selic subiu de 37,18% para 38,35%. Também subiu a parcela dos papéis atrelados à inflação, de 30,10% para 30,59%. Pedras informou que tem aumentado a procura por títulos prefixados e remunerados pelos índices de preços, com prazos mais longos. Ele explicou que o aumento da demanda em abril por NTN-B (indexado à inflação), por exemplo, ocorre pelo interesse dos fundos de pensão em adquirir papéis com remunerações maiores que a dos seus passivos. "Para as fundações é uma boa oportunidade para ter rentabilidade positiva", explicou. O raciocínio, segundo o coordenador, pode ser aplicado para outros investidores que acreditam que as taxas de juros no Brasil vão ficar, no médio e longo prazo, mais baratas que hoje. Efetivamente, houve um ligeiro aumento no prazo médio da dívida, de 3,31 ano para 3,34 anos e redução do porcentual que vence em até 12 meses, títulos mais curtos, 32,28% para 30,62%. Ele antecipou que também está havendo um aumento da demanda por títulos públicos em maio, o que provocou uma "queda forte" nos juros pagos pelo Tesouro ao investidor. O fato é que já está havendo uma queda no custo da dívida, que ficou em 13,24% ao ano no acumulado em 12 meses encerrados em abril.

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