Real forte prejudicará exportação para Argentina, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que o câmbio desfavorável tende a reduzir as exportações brasileiras para a Argentina. Ao mesmo tempo, o crescimento da economia brasileira permitirá o aumento das importações a partir do país vizinho. "Estamos sistematicamente perdendo competitividade em relação ao país vizinho", ressaltou o ministro. Ele afirmou que propôs na reunião com os empresários a manutenção do mecanismo de solução de problemas coordenado pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Fortes de Almeida, e que as duas partes pensassem em uma estratégia conjunta para o futuro sem misturar questões do dia-a-dia a planos estratégicos mais amplos. Ele negou que as relações entre os dois países estejam arranhadas e disse que irá à Argentina no mês que vem para continuar as discussões. Furlan criticou a posição de alguns jornais argentinos sobre a reunião, dizendo que eles fizeram uma interpretação "não correta" do resultado do encontro. O ministro ironizou o fato de a imprensa argentina tê-lo chamado de Falcão: "Ele foi um grande jogador de futebol e hoje é comentarista. Talvez eles achem que eu serei comentarista depois de sair do governo". O ministro também minimizou eventuais efeitos negativos dos resultados da cúpula América do Sul/Países Árabes sobre as relações comerciais Brasil/Estados Unidos. "Uma das principais características do comércio é o pragmatismo", afirmou, respondendo à pergunta sobre se os pontos polêmicos do documento final prejudicariam as relações entre o País e seu principal parceiro comercial.

Agencia Estado,

12 Maio 2005 | 14h14

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