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Real perde valor em relação a moedas de 22 países em março

Alta das moedas de outros países em relação ao real tornou mais salgado o preço das viagens para o exterior; analista aponta alternativa para quem não quer adiar os planos

Malena Oliveira, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2015 | 07h00

O mês de março ainda não terminou, mas viajar para fora do Brasil já ficou mais caro por conta da perda de valor do real frente a moedas de outros países. Em um levantamento realizado pela Guide Investimentos para o Estado, a moeda nacional se desvalorizou em relação às de todos os 22 países pesquisados.

O dólar americano subiu 12,6% nos primeiros 20 dias do mês de março; o euro teve alta de 9,7%. As maiores perdas se deram frente ao rublo (Rússia), ao iuan (China) e ao dólar da Nova Zelândia: respectivamente, essas moedas subiram 19,1%, 14,2% e 13,1% frente ao real.

Mesmo as moedas dos três últimos países do ranking ganharam do real com uma valorização de quase 10%: a lira (Turquia) avançou 9,6%; o rand (África do Sul), 9,2%; lanterninha, o peso uruguaio se valorizou 8,7%. 

Alternativa. A viagem para outro país não precisa ser adiada somente por conta desse cenário, ressalta o gerente-sênior da mesa de câmbio da Western Union, Fabiano Rufato: “É preciso levar em consideração o poder de compra das moedas de cada país. Assim, cálculos mais específicos podem resultar em um gasto menor no exterior.”

De acordo com dados da Western Union, o dólar turismo subiu 13,1% em março (a variação é ligeiramente maior que a do dólar comercial). O preço de um dólar no dia 2 de março era R$ 2,86; já no dia 20 do mesmo mês, a cotação saltou para R$ 3,24. “Com a mesma quantidade de reais, menos dólares podem ser comprados hoje do que no início do mês. O mesmo acontece com outras moedas”, explica Rufato.

O analista cita algumas formas de driblar o aumento dos custos da viagem: “Ficar menos tempo no local, abrir mão de um ou outro passeio ou comprar menos itens torna o programa mais barato”, defende.

Gangorra. “Dentre as moedas pesquisadas, o real apresenta maior volatilidade. Ele sobe mais do que as divisas de todos os países emergentes quando há valorização, mas também é o que apresenta as maiores quedas quando o quadro é inverso”, explica o economista da Guide Investimentos, Ignácio Rey. Ele cita as incertezas políticas e o desempenho da economia nacional como os motivos para o sobe e desce do real.

Em relação ao cenário externo, o economista explica que o dólar americano se valorizou em relação às moedas dos outros países, de maneira geral. O galope do dólar foi impulsionado pelo fortalecimento da economia dos Estados Unidos e pela expectativa de aumento na taxa de juros do país. 

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