Real pode ser moeda de reserva internacional, diz economista de Berkley

Para Barry Eichengreen, embora o dólar ainda seja a única verdadeira moeda internacional, uma mudança é inevitável

Vinicius Neder, da Agência Estado,

23 de julho de 2012 | 16h27

RIO - Brasil e Índia são as apostas do economista Barry Eichengreen, professor de Economia e Ciências Políticas da Universidade da Califórnia (UC) em Berkeley, para fornecerem moedas de reserva internacional num prazo de 10 ou 20 anos. Em apresentação no seminário "O Brasil e o mundo em 2022", nesta segunda-feira, no Rio, Eichengreen discorreu sobre as dificuldades dos Estados Unidos, sua perda de peso relativo na economia global e como isso afeta o dólar e os sistemas financeiros.

Para o economista, embora o dólar ainda seja a única verdadeira moeda internacional, uma mudança é inevitável. O problema é que não há alternativas imediatas. "O pior dos mundos será se os investidores perderem a confiança no dólar antes de haver uma alternativa", afirmou Eichengreen, lembrando que a falta de fontes seguras de reserva e liquidez internacionais foi um dos problemas da Grande Depressão nos anos 1930.

O professor também discutiu sobre a possibilidade de o yuan da China assumir esse papel. Embora as autoridades chinesas estejam trabalhando ativamente pela internacionalização do yuan, Eichengreen destacou alguns desafios, como o mercado financeiro ainda pequeno, e incertezas, como o fato de que nunca houve um país fonte de liquidez internacional que não fosse uma democracia.

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