Real registra oscilação esperada

A oscilação do real não é exagerada, é até bem comportada e menor do que a do ano passado, apesar de fatores contrários, como o nervosismo dos mercados internacionais e a situação argentina. A análise é do economista-chefe do Lloyds TSB, Odair Abate. Para se ter uma idéia, desde o início do ano, a moeda comum da União Européia, o euro, oscilou 16,8% entre a menor e a maior taxa em relação ao dólar. O real, por sua vez, explica Abate, variou 78,2% entre a menor e a maior taxa do ano passado. Mas, neste ano, sua oscilação entre a cotação mínima e a máxima foi de 7,9%, cerca de dez vezes menor. O economista Fernando Ribeiro, da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), concorda. Ele acredita que uma flutuação entre R$ 1,75 e R$ 1,85 é insuficiente para suscitar graves dúvidas ou incertezas entre os exportadores. Para a economista-chefe do Banco Bandeirantes, Carol Abreu, o País ainda está se acostumando com a livre flutuação cambial, e uma faixa de variação entre R$ 1,75 e R$ 1,85 não é nenhum absurdo. Abreu acredita que o câmbio não é o fator mais importante para a balança comercial. Há outros, como a situação do mercado internacional e a capacidade e a velocidade de adaptação do setor produtivo brasileiro a novas realidades.

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