Realidade do varejo mudou, diz especialista

O retorno da Gradiente ao mercado de eletroeletrônicos não será uma tarefa fácil, alertam especialistas de mercado, por causa do crescimento da competição nos últimos anos.

Márcia De Chiara,

27 de abril de 2011 | 00h33

"Vai ser muito difícil dar certo", alertou o consultor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo. Ele aponta três obstáculos importantes que a nova companhia vai encontrar no caminho.

O primeiro deles é a concorrência mais agressiva de empresas coreanas, que já atrapalhou a vida da Gradiente no passado. O segundo é a maior concentração das redes de varejo, hoje estruturadas como grandes conglomerados. O terceiro é a própria evolução tecnológica dos produtos.

Eugênio Staub, presidente do conselho da CBTD, reconheceu os obstáculos. "Houve uma mudança no cenário concorrencial, com a aglutinação dos revendedores, mas estamos preparados para as mudanças", disse. Ele contou, por exemplo, que em todos esses anos que a Gradiente ficou fora do mercado a sua equipe de engenheiros continuou pesquisando novos produtos. Ele adiantou que a companhia tem projetos para fabricar um tablet e também TVs de LED.

Staub não fornece detalhes sobre a estratégia da nova companhia, mas a intenção é fabricar cerca de 15 produtos na linhas de áudio, vídeo, informática e telecomunicações. A empresa, que pretende faturar cerca de R$ 380 milhões no primeiro ano de operação, também terá uma plataforma de vendas pela internet. Em nove anos, o objetivo da companhia é atingir uma receita de R$ 1 bilhão.

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