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Realização de lucro dita maior tombo da Bovespa em 8 semanas

A bolsa paulista acompanhou a tendência global de realização de lucro e conheceu seu pior dia em oito semanas, em dia de giro financeiro turbinado pelo exercício dos contratos de opções.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

17 de agosto de 2009 | 18h20

Puxado principalmente pelas ações ligadas a commodities, o Ibovespa desabou 2,51 por cento, aos 55.218 pontos, na pior jornada desde 22 de junho.

Os 2,76 bilhões de reais do exercício de opções, o maior movimento em 15 meses, levou o giro financeiro da sessão para 7,7 bilhões de reais.

Depois do rali das últimas cinco semanas, que levou os preços das ações aos maiores patamares em um ano, profissionais do mercado consideravam que uma correção mais forte de preços estava cada vez mais próxima, em meio à avaliação de que a aposta na recuperação da crise já tinha sido antecipada.

Nesta segunda-feira, o primeiro detonador desse movimento foi a divulgação de que a economia japonesa avançou 0,9 por cento no segundo trimestre, abaixo da previsão do mercado.

Nos Estados Unidos, essa percepção mais cautelosa engrossou depois que a Lowe, segunda maior varejista de artigos para o lar, previu ganhos menores no terceiro trimestre. Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 2 por cento.

"Estava ficando a impressão de que o mercado se adiantou demais e hoje prevaleceu a leitura de que é melhor esperar um pouco para ver dados mais consistentes de recuperação da economia", disse Marco Michaluate, consultor da M2 Investimentos.

Na bolsa paulista, esse movimento abateu com mais força as ações de empresas ligadas a commodities, notadamente as de metais. O papel preferencial da Vale desabou 4,2 por cento, para 32,33 reais. Gerdau encolheu 4,5 por cento, cotada a 21,97 reais.

Num dia tão negativo, mesmo quem agradou o mercado com números melhores do que as expectativas sucumbiu à tendência. Foi o caso de Petrobras, cuja ação preferencial tombou 1,1 por cento, para 32 reais.

A companhia anunciou na sexta-feira à noite que seu lucro no segundo trimestre caiu 20 por cento ante igual período de 2008, para 7,73 bilhões de reais, mas ficou acima das previsões de analistas.

Um das poucas que fecharam o dia no azul foi Braskem, com um salto de 5,3 por cento, a 9,73 reais.

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