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Reaquecimento da construção não começou, afirma CNI

Previsão é que o setor se recupere no meio do ano, embora o ritmo atual esteja abaixo do esperado

Gabriela Forlin, da Agência Estado,

26 de abril de 2012 | 17h08

SÃO PAULO - O desaquecimento do fim do ano passado, principalmente no segundo semestre, persiste no setor de construção, segundo dados da Sondagem Indústria da Construção divulgada nesta quinta-feira, 26, e realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria e Construção (CBIC). O gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, afirma que o setor está "fraco". "A construção deve se recuperar no meio do ano, mas o ritmo está abaixo do esperado pelos empresários", diz.

Os dados da sondagem mostraram que o nível de atividade ficou em 51,5 pontos, ante os 49,4 registrados em fevereiro. Danilo Garcia, economista da CNI, ressalta que a pontuação maior ainda não pode ser considerada a reversão que se espera para o setor. Segundo ele, apesar de a atividade ter crescido em relação a fevereiro, o nível de atividade efetivo encontra-se abaixo do usual para março. Esse indicador registrou 48,5 pontos no mês passado, menos que os 49,1 contabilizados no mesmo mês em 2011.

Tanto as pequenas quanto as médias empresas apresentaram o indicador do nível de atividade em relação ao usual abaixo de 50, o que denota poucas mudanças na tendência da indústria da construção. De acordo com o relatório, entre os principais problemas enfrentados pelos empresários está a falta de trabalhadores qualificados, a elevada carga tributária, o alto custo da mão de obra e as taxas de juros elevadas. Outro agravante para o cenário é o aumento da dificuldade de acesso ao crédito, sobretudo entre as empresas de pequeno e médio porte e o aumento dos custos com matéria-prima.

Para os próximos seis meses, os empresários ainda estão otimistas: os indicadores de expectativas (nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas e evolução do número de empregados) continuam substancialmente acima dos 50 pontos. Renato da Fonseca salienta que esse sentimento está menos disseminado que nos últimos dois anos, mas que não se pode comparar a fotografia do momento com a situação vivida em 2010, como muitos empresários costumam fazer. "Aquele foi um ano atípico, de expectativas altíssimas, e 2011 também começou bem. Mas não se pode comparar uma coisa com a outra, estamos vivendo outro momento".

De acordo com a CNI, os indicadores variam de 0 a 100 e, acima dos 50 pontos, podem representar aumento na atividade, atividade acima do usual e expectativa positiva. A Sondagem Indústria da Construção foi feita entre os dias 2 e 17 de abril com representantes de 437 empresas (155 de pequeno porte, 173 médias e 109 grandes).

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