Andre Dusek/Estadão-02/01/2015
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Rebaixamento da Petrobrás é situação passageira, diz ministro de Minas e Energia

Para Eduardo Braga, estatal não terá dificuldade em se financiar no período à frente; presidente do conselho da Petrobrás não fez comentários

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2015 | 13h36

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse há pouco que o rebaixamento da nota da Petrobrás pela Standard & Poor's para o grau especulativo BB foi uma consequência do downgrade da nota do Brasil pela mesma agência na última quarta-feira para BB+. "O rebaixamento da Petrobrás foi uma consequência da situação do Orçamento para 2016 e reforça a necessidade do governo de cortar gastos e estudar novas fontes de receita", disse Braga ao chegar ao ministério.

Para o ministro, o rebaixamento da estatal é "uma situação passageira" porque os números e resultados da companhia estariam melhorando. "Estamos otimistas de que o pior para a Petrobrás já passou e estamos num processo de recuperação e fortalecimento da companhia", completou.

Ainda assim, Braga admitiu que o rebaixamento da nota de risco da empresa é um desafio a mais para a Petrobrás, mas ponderou que a estatal não deve ter dificuldade em se financiar no período à frente. "Toda a demanda de contratos de financiamentos de médio e longo prazos da Petrobrás está equacionada. Além disso, os projetos de desinvestimentos e de capitalização da empresa à frente continuam", concluiu. 

Petrobrás. Nesta manhã o presidente do conselho de administração da Petrobrás, Murilo Ferreira, não quis comentar o rebaixamento do rating da companhia pela Standard & Poor's, anunciado ontem. 

A nota de risco da Petrobrás agora é BB, no grau especulativo, abaixo inclusive da nota do BB+, atribuída ao Brasil.

"O conselho da Petrobrás ainda não se reuniu depois dessa notícia. Só vamos nos reunir no próximo dia 30. Então, eu não sei nada", limitou-se a responder, ao chegar ao ministério de Minas e Energia para uma reunião com o ministro Eduardo Braga. 

Questionado por jornalistas, o executivo, que é presidente da Vale, também não comentou a possibilidade de venda da malha de transporte de gás da Petrobrás. 

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