Rebaixamento de nota dos EUA derruba bolsas asiáticas

Principais mercados da região amargaram perdas no pregão desta segunda; Bolsas na Europa também operam em baixa

Hugo Passarelli, do Economia & Negócios, com Agência Estado e Reuters,

08 de agosto de 2011 | 05h36

As principais bolsas asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira, 8, no primeiro pregão após o rebaixamento da nota da dívida de longo prazo dos Estados Unidos pela Standard & Poor's. As informações de que o Banco Central Europeu (BCE) e o G-7 atuarão para evitar uma nova crise na economia global não impediram as perdas.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou em queda de 2,2%, aos 9.097,56 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,17%, aos 20.49057 pontos, no quinto recuo consecutivo. O índice Xangai Composto, da Bolsa da China, perdeu 3,8%, aos 2.526, 82 pontos, a maior queda em um único dia desde novembro de 2010.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, terminou o pregão em baixa de 3,8%, aos 9.178,03 pontos. Na Austrália, a Bolsa de Sydney encerrou com queda de 2,9%, aos 4.056,7 pontos.

No sábado, diversas bolsas também sofreram o impacto da crise. Dubai registrou sua maior queda desde fevereiro, com perdas de 3,7%. Em Tel-Aviv, o pregão foi suspenso logo depois da abertura. Mesmo assim, a bolsa local fechou com perdas de 6,8%, o pior resultado em 11 anos. No Cairo, a bolsa fechou em queda de 4,2%. Omã perdeu 1,9%, contra uma queda de 2,5% em Abu Dabi e no Catar. O Kuwait registrou perdas de 1,6%, o pior resultado em sete anos.

Europa opera em baixa

As bolsas da Europa também operam em baixa, mas sem o frenesi de vendas quedominou as bolsas asiáticas. A retomadado plano de compra de bônus por parte do BCEajudou o sentimento do mercado e ao mesmo tempo encorajou a negociaçãodos títulos das dívidas italiana e espanhola, bem com as ações do setorbancário.

Por volta de 6h30 (de Brasília), o índice FTSE 100 da Bolsa deLondres recuava 1,07%. Em Paris, o CAC-40 estava em baixa de 1,45% e oíndice DAX-30 da Bolsa de Frankfurt operava com declínio de 2%.

Os bônus alemães despencavam, graças à promessa feita pelo BCE nanoite de domingo de implementar seu programa de compra de títulos. Nestasegunda-feira, o banco entrou no mercado comprando agressivamentepapéis da Itália e da Espanha e os yields de ambos os países caíamdramaticamente.

Por volta de 6h10 (de Brasília), o yield do título italiano de 10anos caía 48 pontos-base, para 5,60%, reduzindo o spread em relação aobônus similar da Alemanha em 65,pontos-base, para 311 pontos-base.

O título espanhol de 10 anos apresentava yield em queda de 39pontos-base, para 5,62%, com spread em relação aos papéis da Alemanhaencolhendo em 56 pontos-base, para 312 pontos-base. As informações sãoda Dow Jones.Entenda: as agências de classificação de risco e seus ratings

As agências de classificação de risco avaliam a capacidade de um emissor de dívida honrar o pagamento do papel que emite. Pode ser uma empresa, um governo ou um fundo de crédito, entre outras instituições. As agências são contratadas pelos próprios emissores da dívida para atribuir um rating (nota) aos títulos. Os emissores têm interesse em mostrar aos investidores a visão das agências sobre seus títulos. Com isso, aumenta a demanda pelos papéis. As três principais agências do mundo, pela ordem, são: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch. 

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