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Rebaixamento marca fim do "namoro intenso", afirma Raul Velloso

O consultor econômico Raul Velloso considerou um sinal muito ruim para a economia brasileira a decisão do banco norte-americano J.P. Morgan de reduzir a sua recomendação para o Brasil. Para o economista, o rebaixamento marca o fim de um "namoro intenso" do mercado com o governo Lula. "Aconteceu mais cedo do que eu imaginava aquilo que eu temia. Acabou o namoro intenso", disse Velloso.Ele chamou atenção para a parte do comunicado do JP Morgan, na qual o banco afirma que a instituição acredita que o governo irá cumprir as metas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas que a qualidade dos resultados se deteriorarão. "O banco está dizendo com isso que, mesmo que o Brasil cumpra a meta, vai reduzir as condições para o crescimento", afirmou Velloso.Ele citou como exemplos dos riscos para a política fiscal a concessão de aumento salarial para o funcionalismo acima da inflação e a incapacidade do governo de lidar com "esqueletos" como o do INSS e com o reajuste do salário mínimo.Para Velloso, depois do rebaixamento do JP Morgan outros bancos vão passar a olhar o Brasil com mais desconfiança. Ele lembrou que o JP Morgan é uma instituição "muito lida" e que tem um envolvimento bastante grande com o Brasil. "É uma espécie de vitrine, carro-chefe, para os bancos que têm envolvimento menor", comentou.Críticas ao governoComo o JP Morgan, Velloso também criticou o movimento do governo na direção de retirar os investimentos das estatais no cálculo do superávit primário das contas públicas. "O risco é de ninguém mais olhar mais para o superávit. Isso mina a credibilidade das estatísticas", justificou.O consultor também criticou a decisão do governo de construir o sistema anticíclico para o superávit primário. Pelo mecanismo de superávit anticíclico, o País precisa produzir um superávit maior quando a economia cresce mais, e pode apresentar um superávit menor quando a economia cresce menos."Numa situação como a do Brasil, de necessidade de redução da dívida, nada disso faz sentido", ponderou.No comunicado de rebaixamento, o JP Morgan afirma que governo "tem sido mais permissivo nas negociações salariais com os servidores e pensionistas e o governo parece estar considerando sugestões para mudança nas metodologias de superávit primário ou aplicação de mecanismos anticíclicos, que podem trazer volatilidade na relação dívida/PIB".

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 14h35

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