Rebelo diz que ouvirá setores prejudicados pela nova Cofins

O líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou hoje que os setores contrariados pela medida provisória da nova Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Confins) são os que se beneficiavam das distorções do sistema anterior, aqueles com a cadeia mais complexa. "Nós vamos ouvi-los naturalmente para conhecer suas preocupações. Dentro do possível, vamos acolhê-las sem que gerem qualquer tipo de prejuízo à proposta central", afirmou. Aldo Rebelo disse ainda que não é possível admitir promessa de aumento de preços. Citou o caso do pãozinho francês para o qual os panificadores já estão advertindo sobre a possibilidade do aumento de preços, em função da cobrança da Cofins sobre o trigo importado. Para o líder, a tendência é a redução dos preços uma vez que quem pagava a contribuição de forma cumulativa vai pagar de uma só vez. Ele descartou a hipótese de redução da alíquota da Cofins, que, com o fim da cumulatividade, aumentará de 3% para 7,6% a partir de 1º de fevereiro. Rebate de críticasEle rebateu críticas de que o governo atropelou a reforma tributária em tramitação no Senado. Segundo ele, na votação que acabou com a cumulatividade do PIS, já tinha ficado acertado que até o fim do ano seria enviado ao Congresso uma nova lei para tratar da Cofins. Ele afirmou ainda que o fim da cumulatividade não acarretará aumento de carga tributária e que, ao contrário do que a oposição tem dito, não prejudicará micro e pequenas empresas que não são atingidas pela medida porque já são beneficiárias do Simples, o sistema de recolhimento simplificado de tributos.

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