Receio com economia global provoca fortes perdas em Wall St; ADR da Petrobras sobe

Os principais índices de bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram forte queda nesta quinta-feira, com o Standard & Poor's 500 sofrendo a maior baixa percentual diária desde 10 de abril.

RODRIGO CAM, REUTERS

09 de outubro de 2014 | 18h23

Os recibos de ações da Petrobras estiveram entre as mais negociadas da Bolsa de Nova York, ao lado de Bank of America e AMD. Os ADRs da petroleira subiram 1,57 por cento, acompanhando a alta das ações da empresa na Bovespa.

O Dow Jones caiu 1,97 por cento, a 16.659 pontos. O Standard & Poor's 500 recuou 2,07 por cento, a 1.928 pontos, o Nasdaq perdeu 2,02 por cento, a 4.378 pontos.

A onda de vendas colocou o S&P 500 no menor nível desde 7 de agosto, após dados fracos da Alemanha, e comentários de um funcionário do Fed, que sugeriram que os investidores têm expectativas irreais sobre eventual aumento da taxa de juros.

As exportações da Alemanha tiveram em agosto a maior queda desde janeiro de 2009, após relatórios mostrando quedas acentuadas em encomendas industriais.

"Os investidores estão centrados na incerteza sobre a economia", disse Michael Yoshikami, diretor executivo e fundador da Destination Wealth Management em Walnut Creek, Califórnia.

Somando-se o nervosismo do mercado, o presidente St. Louis Federal Reserve Bank James Bullard, disse estar preocupado com uma desconexão entre a visão do mercado sobre a alta das taxas do Fed e o ponto de vista da autoridade monetária.

"Os mercados estão errando", disse Bullard, membro não-votante do FOMC, comitê de política monetária, mas visto por investidores como um termômetro entre as autoridades do Fed.

O índice do setor de energia foi de longe o que mais caiu, 3,7 por cento, maior queda desde abril de 2013.

O índice de volatilidade CBOE saltou mais de 24 por cento, para o nível mais alto desde o início de fevereiro.

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