Receio da guerra derruba Bolsa e eleva juros e dólar

Bolsa, dólar e juro operam fortemente pressionados esta manhã diante do sentimento crescente no mercado de que o relatório a ser apresentado amanhã pelo chefe dos inspetores de armamentos da ONU, Hans Blix, será mais duro em relação ao Iraque, favorecendo a posição dos Estados Unidos. Essa percepção aumentou esta manhã a partir da informação de que especialistas contratados pelas Nações Unidos teriam encontrado no Iraque mísseis de alcance superior ao permitido pela ONU. Se amanhã o relatório de Hans Blix confirmar os prognósticos do mercado a avaliação será de que um ataque dos EUA a Bagdá poderá ocorrer a qualquer momento. Em apenas meia hora de pregão, a Bovespa chegou a cair 1,76%, pressionada também pela forte queda das ações da Embraer, que chegaram a recuar mais de 8%, com a notícia de que as encomendas de jatos regionais da ExpressJet, previstas para 2003 e 2005, foram reprogramadas. O Ibovespa caía 1,66% às 12h31. O juro do contrato do DI futuro com vencimento em 1 de julho, o mais negociado na BM&F, bateu a máxima da manhã, a 27,98% ante fechamento ontem a 27,71%. O dólar comercial estava em alta de +1,19%, negociado a R$ 3,648, às 12h31. Todos os mercados domésticos operam com baixo volume financeiro. Clique aqui para acompanhar a cotação do dólar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.