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Receio externo faz dólar subir, mas fluxo alivia alta

O dólar terminou em alta frente ao real nesta segunda-feira, refletindo um aumento da aversão a risco que contaminou os mercados globais com a persistência de preocupações sobre a recuperação econômica.

REUTERS

17 de agosto de 2009 | 17h23

À tarde, no entanto, o avanço da moeda norte-americana perdeu um pouco de força por conta de ingressos de recursos no mercado local.

O dólar subiu 0,70 por cento no fechamento, para 1,869 real, depois de avançar 1,45 por cento na máxima da sessão.

"O que pesou hoje foi o tom negativo das bolsas de valores internacionais. Esse movimento de realização de lucros mexeu com o dólar aqui", avaliou o gerente de câmbio da Fair Corretora, José Roberto Carreira.

Os investidores permaneciam cautelosos, à medida que surgiam mais dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação das principais economias do mundo.

Nem mesmo dados mostrando que o Japão encerrou a pior recessão desde o pós-guerra ajudaram a dar um viés positivo ao mercado. Na semana passada, França e Alemanha também anunciaram o fim da recessão que abatia os dois países. Para os investidores, prevaleceu nesta sessão a sensação de que o rali dos mercados visto nos últimos meses pode não se sustentar.

Na Europa e na Ásia, os principais índices de ações encerraram o pregão no vermelho. Nos Estados Unidos, as bolsas de valores operavam em queda de mais de 2 por cento no final da tarde, movimento acompanhado pela praça acionária paulista.

No período da tarde, contudo, o dólar diminiu a alta frente à moeda brasileira, em parte devido ao ingresso de recursos procedentes de exportações.

"Na situação atual, quando o dólar sobe é normal haver essa entrada de exportadores no mercado", disse o diretor de câmbio de uma importante corretora em São Paulo.

Carreira, da Fair Corretora, citou ainda que o arrefecimento da alta ocorreu pela expectativa de bancos com relação ao leilão de compra de dólares pelo Banco Central.

"Os bancos esperam diariamente o leilão do BC, que hoje é o comprador certo do mercado. Se a operação demora a acontecer, os bancos ficam receosos e desovam parte dos dólares no mercado. Isso ajudou a diminuir a alta do dólar", considerou.

O BC anunciou o leilão de compra por volta de 15h40, ou seja, pouco antes do encerramento das operações no mercado à vista.

(Reportagem de José de Castro)

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