Receita abre nova repatriação e data limite é 31 de julho

Na primeira edição do programa, em 2016, o governo federal arrecadou R$ 46,8 bilhões; multa será dividida com Estados e municípios

Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2017 | 17h37

BRASÍLIA - A Receita Federal publicou nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que regulamenta a reabertura do Programa de Repatriação de ativos mantidos ilegalmente por brasileiros no exterior, sancionada semana passada pelo presidente Michel Temer. O período de adesão começa hoje e termina no dia 31 de julho deste ano. Os contribuintes poderão ingressar no programa preenchendo da Declaração de Regularização Cambial e Tributária (Dercat), já disponível no Centro Virtual de Atendimento (eCAC) no site da Receita. 

Para aderir, o contribuinte precisa fazer o pagamento integral do Imposto de Renda à alíquota de 15% incidente sobre o valor total em real dos recursos que pretende regularizar; e o pagamento integral da multa de regularização em porcentual de 135% do Imposto de Renda pago pelos ativos. 

A Dercat apresentada deverá conter, entre outras informações, a identificação dos recursos, bens ou direitos a serem regularizados existentes em 30 de junho de 2016 e a identificação da titularidade e origem. Além disso, o contribuinte deverá declarar que não era detentor de cargos, empregos ou funções públicas de direção ou eletiva e de que não possuía cônjuge ou parente consanguíneo ou afins até o 2º grau ou por adoção nessas condições. 

Um alta adesão de contribuintes à Repatriação favorecerá os governos federal, estaduais e municipais, com reforço na arrecadação. Na primeira edição do programa, em 2016, o governo federal arrecadou R$ 46,8 bilhões.

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